Cidades

Demhab atualiza números de convocações de famílias afetadas por obras da nova ponte do Guaíba em Porto Alegre

Segundo Prefeitura, 394 delas já foram comunicadas para recebimento do benefício do governo federal

Demolição de casas na vila Voluntários segue para a retomada da construção da nova ponte do Guaíba
Demolição de casas na vila Voluntários segue para a retomada da construção da nova ponte do Guaíba Foto : Camila Cunha

Dados atualizados pelo Departamento Municipal de Habitação (Demhab) neste mês apontam que 394 famílias foram convocadas para o programa Compra Assistida, na região da demolição de imóveis na área para a construção da continuidade da nova ponte do Guaíba, na zona Norte de Porto Alegre.

Ainda há 191 convocações a serem feitas, disse o departamento, o que deve ocorrer em breve. A retirada das casas continua na área, a fim de prosseguir com a obra, que afeta as casas construídas nos 16 lotes das comunidades Cobal, Areia, Tio Zeca e Vila Voluntários, e cujo processo é conduzido desde o ano passado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Além do Compra Assistida, há a concessão do Estadia Ponte, este um programa da Prefeitura de Porto Alegre, em parceria com o governo do Estado. Para ele, são destinados recursos totais de R$ 9,9 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), correspondentes a um auxílio mensal de R$ 1 mil, por um período de 12 meses, renovável por igual período, às famílias que ainda residem na área e não foram contempladas pelo programa.

A Prefeitura afirma ter identificado 828 moradias no local como um todo. Alguns dos lotes já foram devidamente removidos, enquanto outros são retirados para o reassentamento. À medida em que o Dnit remove os lotes e as respectivas residências, os locais são fechados para que não sejam ocupados de maneira irregular novamente. Os pagamentos do benefício da Prefeitura são realizados de maneira escalonada.

Nos últimos dias de 2025, houve a previsão de novas prorrogação da obra da ponte em si por mais três anos, ou seja, até o final de 2028, com a licitação prevendo um investimento de R$ 554,8 milhões, com possibilidade de novos aumentos de prazo, conforme a documentação, caso haja entraves na liberação das frentes de trabalho, assim como do reassentamento em si.

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