Cidades

Deslizamentos, inundações e tempestades: saiba o que fazer durante eventos extremos

Estado está em alerta de risco de vendavais, queda de granizo e chuvas significativas, que devem se intensificar nos próximos dias

RS tem regiões em estado de alerta amarelo e laranja a partir desta quinta-feira
RS tem regiões em estado de alerta amarelo e laranja a partir desta quinta-feira Foto : Camila Cunha

O Rio Grande do Sul enfrenta, a partir desta quinta-feira, uma sequência prolongada de condições meteorológicas adversas. De acordo com o Coordenador do Centro de Monitoramento e Alerta (Cemadec) de Porto Alegre, Marcus Vinicius Oliveira, a Capital está em risco de vendavais e queda de granizo, seguido por chuvas significativas que devem se intensificar nos próximos dias.

"A maior quantidade de chuvas é esperada a partir de domingo, mas o risco de vendaval e queda de granizo começa imediatamente. Mesmo com menor volume de precipitação nos primeiros dias, as rajadas de vento já podem chegar a 100 km/h", explicou Oliveira em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba. De acordo com o coordenador, a previsão de precipitação na cidade é de 5 mm na sexta-feira, 10mm no sábado, 40 mm no domingo, 50mm na segunda-feira e 40mm na terça.

Alertas em curso

O mapa de risco da Defesa Civil coloca a região nordeste (abrangendo Mostardas, Porto Alegre, Cruz Alta, Passo Fundo e Sarandi) está em alerta amarelo, representando situação de atenção. Neste caso, a orientação é evitar sair de casa e manter-se abrigado durante o temporal. A população desta região deve conhecer o plano de contingência de seu município e os riscos a qual pode estar exposto.

Já a metade sul e sudoeste (incluindo regiões como Santa Rosa, Santo Ângelo, Santa Cruz do Sul, Rio Pardo e Camaquã) estão em alerta laranja, com risco elevado. Para esta situação, além das recomendações anteriores, a Defesa Civil sugere que prepare uma mochila de emergência com documentos, receituários, medicamentos, mudas de roupas, alimentos secos e prontos para consumo, além de água potável. Se disponível, recomenda-se levar lanterna, bateria portátil e rádio a pilha. Se precisar sair de casa, desligue as chaves de energia elétrica e o registro de gás. Em caso de fios da rede elétrica caídos no chão ou em áreas molhadas, isole o local e acione o Corpo de Bombeiros e, em seguida, a concessionária de energia. (Veja lista completa de recomendações no final da matéria).

Deslizamentos

Outra preocupação decorre de regiões em Porto Alegre que sofrem muito com movimentos geológicos e movimentos de massa. Para quem mora em região de encostas e morros, a Defesa Civil orienta que saia imediatamente se observar sinais de deslizamentos de terra, como rachaduras no terreno e paredes, inclinação em postes e árvores, barulhos ou vibrações nas paredes, piso e teto.

O órgão também pede que comunique os sinais observados à Defesa Civil do seu município ou ao corpo de bombeiros. Quando possível é recomendado que compartilhem as orientações com vizinhos.

Combate à desinformação

Oliveira aponta que a precisão das previsões do Cemadec chegam a 93% e que, a partir dos eventos extremos dos últimos anos, a população está mais atenta e respeitando mais os alertas. Entretanto, o coordenador afirma que a disseminação de boatos e desinformação tem atrapalhado o serviço público, gerando pânico desnecessário.

Para garantir a veracidade das informações, Oliveira incentiva que a população entre em contato com o órgão para tirar dúvidas. O telefone da Defesa Civil de Porto Alegre é (51) 3289-0199. Em caso de emergência, ligue 199. O órgão também divulga as principais informações no Instagram @defesacivil.poa e Facebook @defesacivildeportoalegre.

Dicas gerais

Para toda a população, a Defesa Civil orienta que verifique o histórico de alagamentos, inundações e deslizamentos de terra da área onde mora ou transita. Nos próximos dias, monitore o seu entorno: observe as condições de telhados e árvores próximas à sua residência.

Também é recomendado o cadastro para receber os principais alertas. Para isso, salve o número (51) 3433-0156 na agenda do seu celular e inicie uma conversa no WhatsApp. Selecione as opções "Receber Alertas" e "Alertas Defesa Civil" e preencha os dados solicitados.

O que fazer em diferentes casos de enxurradas e temporais

Alerta amarelo: situação de atenção

  • Evitar sair de casa e manter-se abrigado durante temporal.
  • Conheça o plano de contingência da sua cidade e os riscos a qual pode estar exposto.
  • Acione a Defesa Civil em caso de bueiros entupidos ou com tampas danificadas.
  • Verifique as condições de telhados e de árvores próximas.
  • Em caso de fios da rede elétrica caídos no chão ou em áreas molhadas, isole o local e acione o Corpo de Bombeiros e, em seguida, a concessionária de energia.

Alerta Laranja: risco elevado

  • Evite estar exposto durante a ocorrência dos fenômenos.
  • Prepare uma mochila de emergência com documentos, receituários, medicamentos, mudas de roupas, alimentos secos e prontos para consumo, além de água potável. Se disponível, recomenda-se levar lanterna, bateria portátil e rádio a pilha.
  • Se precisar sair de casa, desligue as chaves de energia elétrica e o registro de gás.
  • Evite deixar animais presos em correntes e gaiolas caso precise deixá-los sozinhos.
  • Se precisar sair de casa, desligue as chaves de energia elétrica e o registro de gás.

Alerta vermelho: perigo concreto

  • Busque abrigo imediatamente e permaneça em locais altos e cobertos.
  • Siga as orientações do plano de contingência de sua cidade.
  • Coloque móveis e utensílios em locais elevados da casa.
  • Não atravesse áreas inundadas ou alagadas, nem a pé nem de carro.
  • Não retorne para áreas evacuadas até órgãos de segurança informarem que é seguro.
  • Se precisar sair rapidamente, garanta segurança de animais de estimação, levando-os consigo ou deixando-os soltos de guias, coleiras e gaiolas.

Alerta Roxo: situação de risco máximo

  • Saia imediatamente de locais dentro de áreas de risco.
  • Permaneça em local seguro até cessarem os fenômenos.
  • Se estiver em um veículo, procure um local alto e espere o nível da água baixar.
  • Se possível, apoie a saída de pessoas próximas com problemas de mobilidade e vulneráveis.

Fonte: Defesa Civil do Estado

Veja Também