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Desmatamento na Amazônia no 1º semestre cai para menor nível em 10 anos

Redução foi de 38% em relação ao primeiro semestre do ano anterior, de acordo com Inpe

Após atingir o pico em 2022, o desmatamento vem em queda desde o começo do governo Lula
Após atingir o pico em 2022, o desmatamento vem em queda desde o começo do governo Lula Foto : Pablo Porciuncula / AFP / CP

O desmatamento na Amazônia brasileira durante o primeiro semestre do ano atingiu seu menor nível em uma década, segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira,10, confirmando a melhora observada desde o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao poder.

De janeiro a junho, 1.295 quilômetros quadrados foram desmatados na maior floresta tropical do mundo, o menor nível desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) iniciou suas medições em 2016, utilizando dados de satélite. Isso representa uma queda de 38% em comparação com o primeiro semestre de 2025.

Lula (PT), que buscará a reeleição em outubro, prometeu erradicar o desmatamento ilegal até 2030. A título de comparação, a destruição da vegetação na Amazônia foi mais de três vezes maior no primeiro semestre de 2022 (3.998 km²), último ano do mandato de seu antecessor Jair Bolsonaro (PL).

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Após atingir o pico de 10.278 km² em 2022, o desmatamento na Amazônia brasileira foi reduzido quase pela metade em 2023, o primeiro ano do atual mandato de Lula, e a queda continuou nos anos seguintes. No Cerrado, a vasta e biodiversa savana ao sul da Amazônia, foram desmatados 3.142 km², o menor nível desde 2021.

Lula quer apresentar um histórico ambiental positivo a menos de três meses das eleições, nas quais espera conquistar um quarto mandato. No entanto, tem sido criticado por ambientalistas por seu apoio a um projeto de exploração de petróleo em larga escala na costa da Amazônia.