Cidades

Dmae instala bombas móveis de drenagem no bairro Guarujá, em Porto Alegre

Medida foi adotada diante da possibilidade de elevação do Guaíba

Bombas móveis vão substituir sistema por gravidade que existe no bairro
Bombas móveis vão substituir sistema por gravidade que existe no bairro Foto : Pedro Piegas / PMPA / CP

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) instalou um sistema de bombeamento móvel no bairro Guarujá, em Porto Alegre, para escoar a água da avenida Guaíba para o lago. A medida tem caráter provisório e foi tomada diante da possibilidade de elevação do Guaíba. As bombas de drenagem permanecerão no local enquanto durar o alerta hidrológico emitido pela prefeitura para possíveis inundações na região das ilhas e no extremo sul da Capital.

O diretor de Proteção Contra Cheias e Drenagem Urbana do Dmae, Alex Zanoteli, explica que a instalação do sistema foi adotada pois no bairro pois não há casa de bombas no local e a drenagem é feita apenas por gravidade, ou seja, com o escoamento da água pelas bocas de lobo.

“No Guarujá, como não há sistema de proteção contra cheias, a drenagem depende da diferença de nível entre a rede e o Guaíba. Quando o rio sobe, existe o risco de a água retornar pelas tubulações e provocar alagamentos. Por isso, interrompemos temporariamente esse escoamento por gravidade e passamos a operar com uma bomba móvel, que garante a vazão da água da chuva no período de alerta”, esclarece.

Histórico

Criado após a cheia de 1941, o sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre abrange a área costeira entre os bairros Sarandi e Cristal. A ampliação dessa estrutura para a zona Sul é uma iniciativa iniciada pelo Dmae em outubro de 2024, com a contratação da empresa de consultoria Rhama Analysis para desenvolver os estudos técnicos.

Conforme o órgão, três alternativas são consideradas: a construção de um muro de proteção, a elevação da avenida Guaíba ou da Praça Zeno Simon. Em todos os cenários, as obras exigiriam o reassentamento de famílias, desapropriações e indenizações. O próximo passo é concluir os estudos de viabilidade técnica e elaborar os orçamentos das alternativas apresentadas à população em reunião realizada em junho. As estimativas preliminares indicam investimentos superiores a R$ 300 milhões.

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