O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) instalou um sistema de bombeamento móvel no bairro Guarujá, em Porto Alegre, para escoar a água da avenida Guaíba para o lago. A medida tem caráter provisório e foi tomada diante da possibilidade de elevação do Guaíba. As bombas de drenagem permanecerão no local enquanto durar o alerta hidrológico emitido pela prefeitura para possíveis inundações na região das ilhas e no extremo sul da Capital.
O diretor de Proteção Contra Cheias e Drenagem Urbana do Dmae, Alex Zanoteli, explica que a instalação do sistema foi adotada pois no bairro pois não há casa de bombas no local e a drenagem é feita apenas por gravidade, ou seja, com o escoamento da água pelas bocas de lobo.
“No Guarujá, como não há sistema de proteção contra cheias, a drenagem depende da diferença de nível entre a rede e o Guaíba. Quando o rio sobe, existe o risco de a água retornar pelas tubulações e provocar alagamentos. Por isso, interrompemos temporariamente esse escoamento por gravidade e passamos a operar com uma bomba móvel, que garante a vazão da água da chuva no período de alerta”, esclarece.
Histórico
Criado após a cheia de 1941, o sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre abrange a área costeira entre os bairros Sarandi e Cristal. A ampliação dessa estrutura para a zona Sul é uma iniciativa iniciada pelo Dmae em outubro de 2024, com a contratação da empresa de consultoria Rhama Analysis para desenvolver os estudos técnicos.
Conforme o órgão, três alternativas são consideradas: a construção de um muro de proteção, a elevação da avenida Guaíba ou da Praça Zeno Simon. Em todos os cenários, as obras exigiriam o reassentamento de famílias, desapropriações e indenizações. O próximo passo é concluir os estudos de viabilidade técnica e elaborar os orçamentos das alternativas apresentadas à população em reunião realizada em junho. As estimativas preliminares indicam investimentos superiores a R$ 300 milhões.