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Dois anos após as enchentes, como estão as comportas do sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre

Foi concluíuda recentemente a obra de fechamento definitivo da comporta 9

Comportas 11 e 12 devem ficar prontas em junho
Comportas 11 e 12 devem ficar prontas em junho Foto : Camila Cunha/ CP Memória

A prefeitura de Porto Alegre detalhou, durante entrevista coletiva relacionada às ações dos dois anos das enchentes de 2024, como estão os fechamentos das comportas faltantes do sistema de proteção contra cheias. O prefeito Sebastião Melo e o diretor-presidente do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), Vicente Perrone, comentaram a respeito do status da reconstrução de algumas das estruturas severamente danificadas durante as inundações de maio.

Foi concluíuda a obra de fechamento definitivo da comporta 9, localizada na avenida Castelo Branco. De acordo com Perrone, a estrutura está mais moderna, resiliente e compatível com os desafios climáticos atuais.

A comporta 4, principal acesso ao Cais Mauá, cujas adequações de melhoria estrutural e manutenção estão sendo realizadas durante a madrugada para não interromper o fluxo na área portuária, está em fase final de obras voltadas à qualificação da vedação e da mobilidade urbana. A previsão é que todas as intervenções envolvendo as comportas sejam concluídas nos próximos 45 dias.

As comportas 11 e 12 foram feitas com uma mesma licitação. Localizadas na altura da São Pedro e Cairú, respectivamente, as duas têm a mesma licitação ativa, vencida por um consórcio de Porto Alegre, mais uma empresa de Santa Catarina. No entanto, ela “resolveu não fazer mais as comportas”, disse Perrone, fazendo com que a prefeitura mantivesse apenas o consórcio, trocando a executora. Ambas seguem em obras para substituição das barreiras de proteção. A primeira já teve metade da antiga extensão fechada de forma definitiva. Já a segunda será integralmente substituída por uma estrutura reprojetada, considerando a carga hidrodinâmica exercida pelo rio Jacuí na região.

“Teremos, assim, este capítulo bastante importante da cidade de Porto Alegre concluído e resolvido”, disse o diretor-presidente. A comporta 14 foi outro importante ponto de atenção, e considerada o local de maior fragilidade durante as cheias.

Símbolo da força da natureza em conflito com a engenharia humana, ela, hoje, está completamente fechada, depois de um abaixo-assinado com mais de 10 mil assinaturas ter exigido seu encerramento, além de um parecer técnico. Por ali, passaram cerca de 100 mil litros de água por segundo durante o auge das enchentes, volume que equivale a praticamente toda a capacidade de drenagem de todo o sistema de proteção da Capital.

Ali perto, há a nova casa de bombas da Trensurb, que está em construção. Em nota, a estatal afirmou que as obras civis foram 90% concluídas. Entre os destaques está a elevação do prédio acima da cota, para reforçar a proteção da estrutura e evitar novos episódios de inundação.

“Importante destacar que, durante esta fase de transição, as bombas seguem em pleno funcionamento, operando por meio de painéis de comando e sistema de alimentação de energia provisórios, garantindo a continuidade da operação”, acrescentou a Trensurb.

As comportas 3, 5, 7, 8, 9, 10, 13 e 14 já tiveram seus fechamentos definitivos finalizados, enquanto a 8 foi a primeira a ser fechada. Com o encerramento de oito das 14 aberturas, a área total de vão aberto no sistema será reduzido de 150 metros para apenas 45 metros. A previsão da prefeitura é que todas as intervenções envolvendo as comportas sejam concluídas nos próximos 45 dias.

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