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Em meio ao risco muito alto, moradores das ilhas de Porto Alegre se preparam para nova inundação

Defesas Civis Estadual e Municipal emitiram alertas para possibilidade de superação da cota de transbordamento no Arquipélago

Vento represa  e águas invadem ruas nas Ilhas
Vento represa e águas invadem ruas nas Ilhas

No final da manhã desta quarta-feira, novamente a Defesa Civil Estadual emitiu um alerta de risco muito alto de inundação na região das ilhas de Porto Alegre, correspondente à cor vermelha, a segunda mais crítica da escala. O aviso vale até às 11h20min desta quinta-feira. Ele se soma ao alerta similar da prefeitura, com validade até o meio-dia do próximo domingo.

A administração municipal cita também uma elevação superior à cota de inundação, em grande parte devido às chuvas observadas nos últimos dias nas áreas de contribuição do Guaíba, como os rios Jacuí e Taquari, mas também o vento sul, o temido “rebojo”, que tanto preocupa os pescadores pelo efeito de represamento das águas.

Além do Arquipélago, constam no aviso áreas ribeirinhas do Sul e Extremo Sul. No entanto, quem passa pelas vias da Ilha da Pintada já nota, desde as primeiras horas desta quarta, a invasão das águas em vários trechos da avenida Nossa Senhora da Boa Viagem, preocupando moradores locais, alguns já preparados com jardineiras e roupas próprias para circular a pé durante inundações.

Já às 9h20min, a marca do Guaíba na régua da Defesa Civil Municipal no sul da ilha, perto da antiga entrada para a Ilha Mauá, era de 1,96 metro, próxima do nível de transbordamento, que gira entre 1,95 metro e dois metros, de acordo com o órgão do município. Não por acaso, a Defesa Civil de Porto Alegre esteve no último final de semana nas ilhas, reunida com moradores, para começar a agilizar a criação de um plano de contingência local para o Arquipélago. Por ora, o órgão disse que, se necessário, abrirá abrigos para acolhimento da população.

Morador recente da área ribeirinha da Pintada, o pedreiro Márcio Luís de Lima disse que, em situações assim, levanta móveis e outros itens de sua casa. Ele transitava de bicicleta em meio ao alagamento na avenida na manhã desta quarta. “Não tem mais muito que possamos fazer além disto. Uma hora atrás, o rio estava bem mais baixo, porém subiu bem rapidamente”, contou ele, relatando morar sozinho e de aluguel na casa de outro morador para o qual está trabalhando.

A Defesa Civil Municipal afirmou que, em caso de necessidade de deixar o imóvel, a orientação é seguir as instruções das equipes em campo e levar documentos, medicamentos, itens essenciais e animais de estimação. Também recomenda evitar áreas alagadas e locais próximos às margens do Guaíba durante a elevação do nível da água. O retorno a áreas atingidas deve ocorrer somente após orientação dos órgãos responsáveis.

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