Encruzilhada do Sul, no Vale do Rio Pardo é mais um município gaúcho a decretar situação de emergência devido à estiagem. Segundo informações da prefeitura as perdas já acumulam R$ 153 milhões no setor primário. Além disso, a cidade enfrenta insegurança alimentar e escassez hídrica.
O documento já foi assinado pelo prefeito Benito Paschoal. Somente no setor agropecuário, as perdas chegam a 50% na safra de milho, 25% na soja, 35% na melancia e 27% no fumo. Também foram registrados prejuízos na fruticultura, no turismo local e 12% no peso do boi vivo.
A falta de chuvas também irá prejudicar o início do ano letivo, previsto para o próximo dia 12. Conforme a Secretaria de Educação de Encruzilhada do Sul, cerca de cinco localidades enfrentam escassez hídrica, o que atinge 545 alunos no interior. Mais de 900 pessoas, moradoras da zona rural estão com dificuldades de acesso à água potável todos os dias. O caminhão-pipa entrega mais de 80 mil litros de água potável, desde o início de janeiro. Conforme a Defesa Civil, a região de Coxilha Grande é a mais necessitada de auxílio no momento. Não chove significativamente desde o mês de dezembro. A média nos últimos dez dias de janeiro foi de 49 mm. O mínimo ideal para o primeiro mês do ano é de 157 milímetros de chuva.
A defesa civil instalou duas cisternas para minimizar a falta das chuvas. Uma na Escola Marechal Randon localizada na comunidade Dom Marcos e outra no Chana, junto a comunidade terapêutica Desafio Jovem, Cada uma das estruturas tem a capacidade para 15 mil litros.
Em breve também deverá ter início a dragagem de água de açudes. A ação é baseada em um relatório da Corsan-Aegea e tem o objetivo de manter o abastecimento.
O nível mínimo normal da barragem é de 2,44 m, mas atualmente está abaixo de 2,22m. Conforme a Corsan com 2 metros deve ser iniciada a transposição. Se os níveis chegarem a 1,60m, o estado será considerado crítico. O município também está implantando bebedouros para animais (microaçudes).