Cidades

Estações Mercado e Rodoviária da Trensurb seguem alagadas pelo Guaíba

Empresa aguarda religamento da energia elétrica para ativar bombas que protegem estruturas contra inundação; lixo acumulado e mau cheiro persistem nas escadas de acesso

Nova drenagem será necessária nas duas estruturas que ficam abaixo do nível do Guaíba, no Centro Histórico
Nova drenagem será necessária nas duas estruturas que ficam abaixo do nível do Guaíba, no Centro Histórico Foto : Fabiano do Amaral

A tão aguardada a normalização do serviço da Trensurb entre Novo Hamburgo e Porto Alegre enfrenta mais um entrave. A água do Guaíba segue a invadir as estações Mercado e Rodoviária, retardando a recuperação das estruturas.

De acordo com a estatal, As duas estruturas localizadas no Centro Histórico, que ficaram mais de 40 dias submersas, passaram por drenagem em junho. Ao todo, 7 milhões de litros de água foram retirados dos espaços e do túnel que liga a Praça Revolução Farroupilha ao Cais do Porto, onde está localizado o embarque do Catamarã.

Quem se aproxima dos acessos à Estação Mercado, na avenida Julho de Castilhos, os encontra bloqueados por tapumes. Pelas laterais, além de alguns vidros quebrados, é possível ver que as cortinas de ferro estão trancadas com correntes e cadeados, e a água cobre parte da escadaria de entrada. Sacolas e garrafas plásticas boiando, roupas e marmitas descartáveis na parte seca indicam a circulação de pessoas em situação de rua no local. Além da marca de onde a água chegou durante a inundação, evidenciada pelo barro nas paredes, um cheiro desagradável impregna o ar.

Segundo informou a assessoria de imprensa da Trensurb, a água do Guaíba voltou a acumular nas estações Rodoviária, Mercado e no túnel. Por estarem localizados no subsolo, assim como a Estação Rodoviária, a proteção destes espaços é feita por um sistema de bombas, desativado porque a energia elétrica ainda não foi religada.

“A Estação Mercado passou por drenagem, em parceria com a Petrobras, em junho, porém, devido a ficar abaixo do nível do Guaíba e estar sem energia para ativação de suas bombas, voltou a ter entrada de água. O esgotamento está condicionado à religação das bombas, que depende da energia”, diz a nota enviada.

Ainda segundo a comunicação da estatal federal, a religação da energia elétrica estava prevista para o último fim de semana, porém os técnicos da empresa concessionária do serviço solicitou adequações. “As modificações pedidas pela CEEE Equatorial estão em curso e devem ser concluídas até o fim desta semana”, projeta a Trensurb.

Em nota, a CEEE Equatorial informou que “está à disposição para atender e religar a energia elétrica das subestações da Trensurb localizadas no Mercado Público e na Rodoviária de Porto Alegre. No entanto, ressalta que aguarda a solicitação de energização com a documentação que comprove a execução da manutenção e limpeza dos locais, o que é de responsabilidade da empresa de trens urbanos, para então enviar as equipes e efetuar as manobras necessárias com a devida segurança.“

Retorno ao Centro indefinido

Ainda não há previsão para o retorno das operações da Trensurb no trecho em Porto Alegre. A estatal deu por concluída a limpeza da área submersa no entroncamento da rua Voluntários da Pátria com a avenida Sertório, no bairro Navegantes, onde bancos de areia, água e lixo cobriam inclusive os trilhos. No entanto, é necessária a recuperação da via e demais equipamentos avariados, subestações de energia, além das limpezas e reparos nas estações do Centro Histórico.

A previsão para que a circulação entre as estações de Canoas e Farrapos seja retomada é de 150 dias, tempo necessário para reparar a subestações avariadas. A Estação São Pedro, também atingida pela enchente, mas que fica acima do nível do Guaíba, passou pelo processo de limpeza e desinfecção e recebe reformas.