O Dia do Exército, celebrando os 378 anos da Força, é comemorado em Porto Alegre neste domingo ensolarado com um grande evento junto ao Monumento ao Expedicionário, no Parque da Redenção. Militares e civis, e ainda famílias em geral, estão no local prestigiando as exposições de equipamentos, armamentos e veículos, demonstração de cães de guerra e serviços de saúde, como medição de pressão arterial, testes de glicose e orientações sobre escovação dental, bem como atividades lúdicas para as crianças e demonstração das atividades militares.
As apresentações musicais da banda do Exército, previstas também para ocorrer durante a celebração, foram canceladas devido ao luto oficial decretado pelo governo federal após a morte de Oscar Schmidt. Para o comandante Militar do Sul, general de exército Luís Cláudio de Mattos Basto, a partir do evento, a população pode conhecer um pouco mais da atuação da Força Armada.
“É importante que as pessoas venham, interajam e haja esta integração tão necessária entre o Exército e sua população. Já fizemos uma exposição no dia da Formatura, na sexta-feira, no Parque Harmonia, e hoje estamos aqui coroando estas iniciativas”, salientou ele, ressaltando o aniversário do Exército que remonta à Batalha dos Guararapes, em 1648, quando brasileiros de diferentes origens uniram-se para defender o território nacional.
Outra ação histórica relembrada foi a Batalha do Tuiuti, ocorrida em maio de 1866 durante a Guerra do Paraguai. No caso dos cães de guerra, as apresentações incluíram a localização de ilícitos e imobilização de pessoas em atitudes suspeitas, o que impressionou os espectadores presentes. O aposentado Rogério José Belusso, morador do bairro Jardim Leopoldina, na Capital, disse ter ficado emocionado ao ver a exposição dos veículos e de antigos uniformes do Exército.
Dentre os quais alguns da época em que ele mesmo serviu, no final da década de 1970, quando esteve no 22° Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (22º GAC AP), em Uruguaiana, na Fronteira Oeste. “Chego a me arrepiar todo ao lembrar daqueles tempos. Quando eu fui para o quartel, recordo que nem sabia entrar em um ônibus, era do interior. Para mim, era novidade. Mas o mais importante foi ter aprendido valores que levei para minha vida toda, e que, na minha opinião, todas as pessoas deveriam cultivar”, comentou Belusso, ao listá-las.
"Hierarquia, comprometimento, disciplina, uma série de coisas que repassei para meus filhos. Tenho inclusive um que serve hoje no Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA), e tem sido um bom rapaz. As pessoas deveriam ingressar no Exército para servir, não precisa permanecer no efetivo, mas para entender como funciona a área militar”, acrescentou.