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Famílias atingidas pela cheia do Rio Ibirapuitã começam a retornar para suas casas em Alegrete

Nesta quinta-feira o nível do rio marcava 7,98m, em cota normal, mas ele chegou a atingir 12 metros, quase três metros acima da cota de inundação

Ao todo, 375 moradias foram afetadas pelas águas e ao menos duas casas foram interditadas
Ao todo, 375 moradias foram afetadas pelas águas e ao menos duas casas foram interditadas Foto : Defesa Civil de Alegrete / Divulgação / CP

Diante do retorno do Rio Ibirapuitã para dentro da calha, equipes da Defesa Civil de Alegrete deram início à operação retorno, auxiliando as famílias atingidas pela cheia a voltarem para suas casas. Nesta quinta-feira o nível do rio marcava 7,98m, em cota normal, mas ele chegou a atingir 12 metros, quase três metros acima da cota de inundação, segundo informou o coordenador da Defesa Civil local, Adão Roberto Rodrigues.

"Estamos ajudando os moradores no transporte de retorno e organizando a entrega de kits de limpeza e alimentação para as pessoas iniciarem a limpeza de suas residências." Segundo ele, o município organizou sete abrigos, entre escolas, igrejas e associações comunitárias, para acolher 175 pessoas, em um total de 70 famílias. Os bairros mais afetados pelo extravasamento do Ibirapuitã foram Rui Ramos, Canudos, Santo Antônio, Macedo, Vila Isabel, Vila Nova, Ibirapuitã, São João, Para Morar e Medianeira.

"Ao todo, 375 moradias foram afetadas pelas águas. Ao menos duas casas foram interditadas por não haver mais condições de habitação. As estradas do interior foram completamente danificadas pelo acumulado de água que, na última semana, registrou cerca de 300mm. As aulas foram suspensas por uma semana para não colocar em risco o transporte escolar e a segurança dos estudantes."

Segundo Rodrigues, o município decretou situação de emergência para buscar ajuda humanitária e garantir a segurança dos moradores que aguardavam pelo declínio do rio for a de casa. "Agora estamos fazendo avaliação do que pode ser melhorado. O ponto crucial, neste momento, será investir na infraestrutura dos abrigos para melhor receber as famílias que precisam permanecer por dias longe de suas moradias. Mais banheiros e conforto para estas pessoas", conclui o coordenador.

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