A equipe de Medicina da Família e Comunidade da Ulbra, do campus de Canoas, composta por professores, médicos residentes e estagiários, intensificou o apoio aos desabrigados atingidos pelas enchentes de maio através de atendimentos médicos e apoio psicológico atualmente realizados no Centro Humanitário de Acolhimento Recomeço. Desde a sua abertura, em julho, ao menos 100 consultas médicas são realizadas por semana. Estão no local, atualmente, 386 abrigados. Também 120 crianças, que recebem um trabalho de resgate com a unidade de saúde. Muitas apresentam problemas respiratórios.
A médica supervisora da equipe de saúde da Ulbra no Centro Humanitário, Karoline Brambatti, destacou a diversidade da população atendida. "Esperávamos encontrar principalmente idosos com doenças crônicas, mas nos deparamos com uma população jovem, vulnerável e com muitos problemas de saúde mental agravados pelas enchentes," afirmou. Fernanda Machado Mota, médica residente em Medicina de Família e Comunidade na Ulbra, descreveu o trabalho no Centro Humanitário como um desafio e uma oportunidade de aprendizado inestimável. "Planejamos todo o atendimento como se estivéssemos montando um posto de saúde do zero. Fizemos o mapeamento das áreas e das condições de saúde das pessoas para oferecer um cuidado mais abrangente," relatou.
A estagiária Emanuela da Silva Foletto, estudante do nono semestre de Medicina da Ulbra Canoas, destaca como esses atendimentos, voltados a uma população afetada emocionalmente pelas enchentes, são enriquecedores do ponto de vista médico e humano. Para ela, essa vivência está sendo "construtiva, principalmente para entender várias realidades que vamos enfrentar após formados" e que, apesar da situação ser triste, sente-se grata pela oportunidade de crescimento pessoal e profissional. O Centro Humanitário de Acolhimento Recomeço, localizado na Avenida Guilherme Schell, em Canoas.