Um dos tabuleiros da ponte entre Bento Gonçalves e Cotiporã, na Serra, foi levado pela força das águas do rio das Antas. Com um alto volume de água passando pelo corpo de água, a Defesa Civil de Bento aguarda a diminuição para ter a confirmação do tamanho dos estragos. Na madrugada desta quarta-feira, na linha José Júlio, o rio saiu da cota de alerta, que é de 10 m, e está a 8,51 m, a 1,50 m da cota de atenção.
Somente na segunda-feira, choveu mais de 140 mm na região e a vasão do rio obrigou moradores que moram nas margens saíssem de suas casas em Bento Gonçalves. Apenas uma família precisou utilizar a Casa de Passagem do município.
A força da correnteza do Rio das Antas levou parte da ponte entre Bento Gonçalves e Cotiporã. Imagens iniciais mostram um dos tabuleiros da estrutura sendo levado pela água.
— Correio do Povo (@correio_dopovo) September 23, 2026
📌A Defesa Civil acompanha o nível do rio e aguarda a redução da vazão para avaliar e confirmar a… pic.twitter.com/yzJybq8j85
Ainda na segunda-feira, dia com o maior volume de chuvas, ocorreram deslizamentos no Vale Aurora, Vale dos Vinhedos e Vila Nova II. Neste último local, a ocorrência foi ocasionada por uma obra particular. Ao todo, oito pessoas de quatro residências que apresentavam risco foram retiradas preventivamente.
Também foram registradas quedas de árvores e o SAMU atendeu uma ocorrência envolvendo um veículo submerso no bairro São Roque. Duas pessoas foram encaminhadas para a UPA. O Departamento Municipal de Trânsito (DMT) realizou, ainda na segunda-feira, o resgate de uma criança de quatro anos que ficou com o pai, ilhada dentro de um veículo na rua Arthur Schlichting. Diversas vias ficaram bloqueadas em razão do volume de água. Apesar dos estragos, Bento Gonçalves ainda não apareceu no boletim da Defesa Civil estadual.
Cotiporã
O prefeito de Cotiporã, José Carlos Breda, destacou em vídeo nas redes sociais que os prejuízos provocados pelas últimas chuvas, especialmente no interior do município, foi um dos maiores dos últimos tempos e deixou danos em estradas, pontes, pontilhões, bueiros e outras estruturas. Somando aos prejuízos das duas últimas ocorrências, a estimativa já ultrapassa R$ 2 milhões.
Diante dos novos danos, o Município deve decretar uma nova situação de emergência, possibilitando a adoção de medidas imediatas e a busca de recursos junto à Defesa Civil para a recuperação dos pontos atingidos.