Uma reunião para compatibilizar as questões referentes à segurança nos abrigos da Capital foi realizada na tarde deste sábado pelo Gabinete de Crise da Região Metropolitana.
O vice-governador Gabriel Souza comandou o encontro que contou com a presença de secretários de Estado e de representantes das forças de segurança, das Defensorias Públicas do Estado e da União, do Tribunal de Justiça e do Ministério Público estadual e federal.
O objetivo foi avaliar as possibilidades de gestão dos abrigos, prevenir ocorrências e monitorar pontos críticos que podem aumentar a segurança dos abrigados e voluntários.
Porto Alegre conta com 152 abrigos temporários que estão atendendo 13.873 pessoas atingidas pela enchente. Com o objetivo de reforçar a segurança dos espaços, a prefeitura está realizando a instalação de câmaras de segurança. Os 20 maiores abrigos provisórios serão contemplados.
De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança (SMSEG), sete espaços de acolhimento já estão equipados com câmaras de segurança.
As imagens serão observadas, em tempo real, por servidores do Centro Integrado de Coordenação de Serviços (Ceic-POA).
Entre as medidas de segurança também está a criação de abrigos específicos para mulheres e crianças. E o apoio de vigilância privada 24 horas por dia, que já está em operação em 20 abrigos provisórios. Outros 72 têm profissionais das 7h às 19h.
No final da tarde, na rede social X, o prefeito Sebastião Melo expôs preocupação sobre a presença de apenados do semi-aberto nos abrigos.
"Sobre segurança nos abrigos, nos preocupa a presença de apenados do semi-aberto. Não podemos expor a população a conflitos de segurança dentro dos espaços. Existe alinhamento com Estado e MP para abrigo alternativo, mas precisamos do entendimento do Judiciário e da Defensoria”, escreveu.