O Grito dos Excluídos e Excluídas chega à 32ª edição na manhã desta segunda-feira. Em Porto Alegre, o ato começa às 9h30min, em frente ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Porto Alegre, na rua Coronel Vicente, 282, no Centro.
Com o tema permanente “Vida em Primeiro Lugar!”, a mobilização deste ano traz como lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. O evento que reúne Movimentos sociais, sindicatos, pastorais, coletivos ambientais, organizações estudantis e entidades populares têm como proposta levar às ruas pautas relacionadas à justiça social, à defesa do meio ambiente, ao direito à moradia, à proteção das mulheres e à soberania brasileira.
O lema também faz referência a dois temas que estão entre as preocupações das organizações que participam do ato: a violência contra as mulheres, em meio à epidemia de feminicídios, e as ameaças e medidas do governo dos Estados Unidos.
Realizado tradicionalmente durante o Desfile de 7 de Setembro, o Grito dos Excluídos apresenta uma perspectiva crítica sobre o significado da Independência do Brasil. A manifestação ocorre em contraponto às celebrações oficiais e busca chamar atenção para grupos e demandas que, segundo os movimentos participantes, permanecem à margem das decisões políticas e econômicas do país.
História do Grito dos Excluídos
O Grito dos Excluídos surgiu em 1995, a partir de uma iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com movimentos sociais e organizações populares. Desde então, a mobilização passou a ser realizada em diferentes cidades brasileiras durante o período da Independência.
A iniciativa tem como objetivo dar visibilidade às reivindicações de populações em situação de vulnerabilidade e colocar no debate público questões sociais, econômicas, ambientais e políticas.
Ao longo das edições, os atos passaram a reunir diferentes setores da sociedade civil, incluindo movimentos populares, organizações religiosas, sindicatos, coletivos ambientais e entidades estudantis.
Em 2026, a mobilização chega à 32ª edição com a defesa de que a ideia de independência também deve estar relacionada à garantia de direitos e à participação popular. Para os organizadores, temas como soberania nacional, justiça social, proteção ambiental, moradia e enfrentamento à violência contra as mulheres fazem parte dessa discussão.