Foram entregues, na manhã desta quinta-feira, 42 câmeras de videomonitoramento, integrantes do sistema de cercamento eletrônico, à Secretaria Municipal de Segurança de Porto Alegre (SMSeg), em um evento no Centro Integrado de Coordenação de Serviços (Ceic-POA). O investimento, de R$ 594,4 mil, foi custeado pelo Instituto Cultural Floresta (ICF), para repor equipamentos danificados após as enchentes de um ano atrás.
“Este é um sistema robusto da Procempa com a Segurança, e que vem a se somar a dezenas de câmeras que estão instaladas na cidade para cuidar não apenas do roubo de veículos, como também dos serviços da cidade”, salientou o prefeito Sebastião Melo. Com isso, o videomonitoramento retoma em sua plenitude na Capital. Inicialmente, de acordo com o empresário e presidente do ICF, Cláudio Goldsztein, imaginava-se que cerca de 100 unidades precisariam ser repostas.
Porém, após uma nova avaliação, chegou-se ao número de câmeras substituídas, que estão principalmente em áreas intensamente afetadas pelas inundações, como a zona Norte. As imagens em tempo real serão compartilhadas com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), com a intenção de agilizar a resposta a ocorrências como roubos, furtos e suspeitos de envolvimentos em crimes.
A Secretaria Municipal de Segurança (Smseg) recebe 42 novas câmeras de videomonitoramento para substituírem os equipamentos que foram danificados pela enchente de maio de 2024
Segundo o secretário-adjunto da SSP, coronel Mario Ikeda, o próximo passo é implementar o reconhecimento facial de pessoas desaparecidas. “O sistema está pronto para utilização, mas há uma questão técnica de integração de sistemas entre o Estado e o município, assim como este atual, de placas de veículos, que já funciona há bastante tempo, que já ajudou a reduzir em quase 90% o número de roubos de veículos em Porto Alegre”, afirmou ele.
Para o titular da SMSeg, Alexandre Aragon, o Ceic-POA “é o que agrega mais tecnologia (em centros do tipo) no país”. “Tudo isto está à disposição, tanto aos órgãos de policiamento, como a Brigada Militar, quanto para investigação, como a Polícia Civil”, salientou. “Conseguimos, com esta substituição das câmeras, algumas das quais já instaladas há muitos anos, colocar um equipamento muito mais moderno. A cada seis meses, a tecnologia muda bastante. Estas cerca de 50 repostas fazem, em sua totalidade, o trabalho de 200, cada uma referente a quatro equipamentos, no alcance de imagens, na qualidade e na movimentação. Era muito importante repor isto e manter esta sensação de segurança e a qualidade da informação gerada pelo município para a Brigada e a Polícia Civil”, salientou Goldsztein.