Cidades

Início da dragagem não significará saída imediata de navios fundeados há 20 dias do canal de Itapuã

Contrato emergencial para execução do serviço está em vias de ser assinado entre governo do Estado e Ster Engenharia, empresa paulista que já executou para a Braskem

Navios encalhados no canal de Itapuã, na Lagoa dos Patos
Navios encalhados no canal de Itapuã, na Lagoa dos Patos Foto : Leandro Schabbach / Especial / CP

Com a possibilidade do início da dragagem emergencial dos canais do Guaíba e Lagoa dos Patos cada vez mais próxima, a comunidade portuária se mobiliza para acompanhar o processo de perto. O contrato está em vias finais de ser assinado entre a Ster Engenharia, empresa de São Paulo que auxiliou no mesmo processo no canal do Furadinho, após ser contratada pela Braskem com recursos próprios, e a Portos RS, responsável pela gestão hidroportuária no Rio Grande do Sul.

O assunto deixou a alçada da estatal e, pela primeira vez, ingressou no âmbito da Secretaria Estadual de Logística e Transportes (Selt). Procurada, a Ster afirmou que a documentação estava em vias de preparação, mas não forneceu mais detalhes. Já a Selt disse que terá novidades nas próximas horas, tampouco confirmou os custos. Por ora, continuam fundeados no canal de Itapuã os dois navios envolvidos em encalhes desde o final de outubro, o Mount Taranaki e o EVA Shanghai, bem como não há perspectivas de saída de ambos.

Mesmo com a dragagem iniciando imediatamente, pode levar algum tempo até que haja resultados concretos, na opinião da praticagem da Lagoa dos Patos. No caso da operação da Braskem, o canal do Furadinho, também feito de maneira emergencial, começou a ser dragado em agosto e o serviço foi concluído somente em novembro. A opinião é de que somente com um avanço considerável do serviço os navios poderão iniciar seus deslocamentos até Porto Alegre.

Os recursos para a obra devem constar nos R$ 731 milhões liberados também de maneira emergencial no começo do mês via Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Segundo o governo estadual, a Portos RS trabalha com a intenção de dragar, além de Itapuã e o Furadinho, outros canais duramente afetados pelo acúmulo de sedimentos durante as enchentes de maio, como Pedras Brancas, Feitoria e Leitão.