A inteligência artificial deu voz às árvores de Porto Alegre. Nesta sexta-feira, em meio à Semana da Primavera, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), 12 exemplares da Capital contam agora com placas, integradas a QR Codes, que, quando acessados por um dispositivo, permitem uma “conversa” virtual falada por meio de um chatbot com aquele exemplar vegetal. O lançamento do projeto de educação ambiental Árvores que Falam ocorreu no Parque da Redenção, onde há quatro delas integrantes do projeto.
As demais estão na Praça da Alfândega, nos parques Marinha do Brasil e Parcão, mais a própria sede da Smamus. “Nossa intenção é que principalmente as crianças entendam mais sobre a vegetação nativa, qual é exótica, qual a importância de cada uma das árvores. Com isso, vamos criando essa consciência da importância, da necessidade das árvores, e cada vez a gente trata ela como parceira do processo de crescimento da cidade”, disse o titular da Smamus, Germano Bremm.
De acordo com a diretora de Áreas Verdes da Smamus, Verônica Riffel, todos os vegetais participantes já haviam sido inventariadas e fazem parte de um ecossistema de quase 1,8 milhão de árvores existentes em vias públicas da Capital, de acordo com o Inventário da Arborização Urbana, divulgado pela secretaria na última quinta-feira.
“Cada novo plantio a gente tem mapeado, identificado, e toda aquela informação da árvore que trazemos aqui ocorre de forma mais interativa. A ideia é que haja uma linguagem fácil, simples, de quando ela floresce, quem poliniza, qual a altura em que ela está, porque todas informações estão no sistema”, acrescentou ela. A iniciativa é possível por meio de uma parceria com a empresa Arbolink, também responsável pelo Mapa de Plantio do município de Porto Alegre.
Cada vegetal possui características próprias, portanto as respostas de uma não são as mesmas de outra, mesmo de espécies idênticas. “Partimos do pressuposto de que cada árvore é única, interpretamos este exemplar como um indivíduo arbóreo. O projeto pode ser expandido conforme o programa vai ganhando mais musculatura”, disse o coordenador do projeto e responsável pelo sistema, Marcelo Machado Leão. “Vamos verificar a repercussão, mas sempre pensando em um propósito maior”, salientou Bremm.
Onde estão instaladas as placas
Parque Farroupilha (Redenção)
- Palmeira da Califórnia (Washingtonia robusta): no eixo central, próximo ao chafariz
- Ipê roxo (Handroanthus heptaphyllus): no eixo central, próximo ao chafariz
- Paineira (Ceiba sp.): no recanto infantil, próximo à entrada do pedalinho
- Melaleuca (Melaleuca alternifólia): próximo ao lago, em frente à área verde
Praça da Alfândega
- Jacarandá (Jacaranda mimosifolia): junto ao monumento de Mario Quintana e Carlos Drummond de Andrade
- Guapuruvu (Schizolobium Parahyba): região central da praça
- Pau-brasil (Paubrasilia echinata): em frente ao prédio do Banrisul
Parque Marinha do Brasil
- Tipuana (Tipuana tipu): na Travessia da Orla
Parque Moinhos de Vento (Parcão)
- Corticeira do banhado (Erythrina crista-galli): próximo do Moinho, em frente ao lago
- Figueira (Ficus cestrifolia): em frente ao lago Cerejeira (Eugenia involucrata): no entorno do lago
Sede da Smamus
- Murta: em frente à vaga de autoridades