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Leilão da Rota Portuária Sul acontece em dezembro

Conforme o calendário divulgado pelo Ministério dos Transportes, o edital deve ser publicado no próximo mês

Atualmente as cinco praças de pedágio da região estão desativadas
Atualmente as cinco praças de pedágio da região estão desativadas Foto : Angélica Silveira/ Especial/ CP

O Ministério dos Transportes divulgou um novo cronograma para a licitação da Rota Portuária Sul. O edital deve ser publicado no próximo mês e a licitação deve ocorrer em dezembro. A previsão é que uma nova empresa assuma o trecho em 2027.

A Rota Portuária Sul envolve um trecho de 459,6 quilômetros das BRs 392 e 116, onde até março, a Ecovias Sul mantinha cinco praças de pedágios . Após o período, a responsabilidade com a manutenção das rodovias voltou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Com a nova concessão, pelo projeto, as tarifas devem ser cobradas no sistema free flow. Três audiências públicas foram realizadas em Brasília, Porto Alegre e Pelotas.

Lideranças da região, como o presidente da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) e prefeito de Santa Vitória do Palmar, André Selayaran Nicoletti, são contrários a realização do leilão da rodovia ainda em 2026. “Acompanhamos com preocupação esta questão. Estivemos em Brasília e nos foi sinalizado que o leilão não ocorreria este ano. Pedimos que fossem realizadas audiências públicas em Rio Grande e Jaguarão, pois temos uma série de questões não esclarecidas”, justificou.

Nicoletti cita como exemplo a colocação de portais Free Flow no Posto Branco, em Pelotas, na Vila da Quinta, em Rio Grande e na entrada de Jaguarão. “Estas localizações, que estão no projeto, fazem com que moradores tenham que pagar pedágio para transitar na própria cidade. No projeto há obras que estavam no cálculo do valor da tarifa e que já tinham sido executadas. Também queremos saber o custo que cada obra representará no valor pago pelo usuário”, enfatizou.

O projeto prevê que a duplicação do lote 4, da BR 392, que leva ao Porto do Rio Grande ocorra no sétimo ano de concessão. “Queremos antecipar esta obra. Além disso, os preços previstos não contempla as empresas que realizam o transporte da carga”, opinou.

O prefeito destaca que lideranças da região devem participar de uma nova reunião em Brasília para solicitar que o leilão seja adiado. “Caso não seja possível, se tiver fundamento jurídico, solicitaremos que estas questões sejam esclarecidas. Não vamos deixar que o pedágio seja imposto sem a devida transparência”, garantiu.

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