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Leilão da Rota Portuária Sul deve ocorrer em 2027

Enquanto uma nova empresa não assume, a administração dos trechos das BRS 116 e 392, no Sul do Estado, seguem aos cuidados do Dnit

Até o encerramento do contrato de concessão com a Ecovias Sul, em março deste ano, o valor cobrado era fixo por praça, independentemente da distância percorrida
Até o encerramento do contrato de concessão com a Ecovias Sul, em março deste ano, o valor cobrado era fixo por praça, independentemente da distância percorrida Foto : Angélica Silveira / Especial / CP

O Ministério dos Transportes informou que o leilão da Rota Portuária Sul, anteriormente previsto para dezembro, foi adiado para 2027, sem uma data específica. O plano de outorga do projeto já foi avaliado pela área técnica, assim como os estudos foram ajustados para incorporar as demandas apresentadas durante o processo de consulta pública e participação social, entre os meses de março e abril deste ano.

Os estudos serão submetidos ao Tribunal de Contas da União (TCU) para análise, uma etapa necessária para a publicação do edital. Enquanto uma nova empresa não assume, os trechos seguem sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O projeto estabelece a concessão pelo prazo inicial de 30 anos, de 459,63 quilômetros, entre as BRs 116 (de Camaquã até a ponte sobre o rio Jaguarão, na Fronteira com o Uruguai) e 392 (entre o porto novo em Rio Grande ao acesso à cidade de Santana da Boa Vista). No período, devem ser investidos mais de R$ 6 bilhões. O projeto contempla mais de 83 quilômetros de duplicações, 38,58 quilômetros de vias marginais, seis correções de traçado, 34 passarelas, 132 acessos, 188 pontos de ônibus e 16 passagens de fauna.

A cobrança de tarifa de pedágio deve ser realizada por meio de 12 pórticos Free Flow que serão instalados no trecho. O valor pago vai depender da distância percorrida. Na prática, quem faz viagens curtas passa a pagar proporcionalmente. A tendência é de que o valor seja inferior ao praticado hoje. Até o encerramento do contrato de concessão com a Ecovias Sul, em março deste ano, o valor cobrado era fixo por praça, independentemente da distância percorrida.

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