O Extremo Sul de Porto Alegre recebeu neste domingo a quinta edição do Limpe o Guaíba, mutirão que reuniu voluntários para retirar resíduos das margens do Guaíba, na Orla do Lami. A iniciativa combinou limpeza, esporte e educação ambiental, com atividades realizadas ao longo do trecho revitalizado.
Os voluntários atuaram em terra e na água, com canoas e nadadores. Os resíduos recolhidos foram encaminhados ao Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) para triagem.
Realizado pelo Projeto Nadando Pelos Cartões Postais, o Limpe o Guaíba integra a programação do World Cleanup Day, movimento internacional de mobilização para a limpeza de espaços públicos e áreas naturais. A programação incluiu natação em águas abertas, remada coletiva, aquathlon e caminhada ecológica, além de ações de segurança, acessibilidade e conscientização.
Na edição de 2025, cerca de 200 pessoas participaram. Para este ano, a expectativa inicial era reunir 500 voluntários, mas o coordenador do projeto, Francismar Siviero, estima que aproximadamente mil pessoas tenham participado. Segundo Siviero, a iniciativa surgiu a partir da própria prática de natação em águas abertas.
“Nós somos nadadores, costumamos praticar o esporte na beira do Belém Novo. Nas nossas nadadas, recolhemos muito lixo. A partir disso, mobilizamos o pessoal para fazer algo, chamar a atenção para a limpeza e conscientizar as pessoas”, afirma.
A Marinha do Brasil e o Corpo de Bombeiros participaram da operação, enquanto equipes ligadas ao evento promoveram orientações sobre prevenção de afogamentos. A Marinha também disponibilizou motos aquáticas para auxiliar na segurança dos participantes.
“Dar o exemplo”
Entre os participantes estavam famílias e grupos de empresas que se inscreveram como voluntários. A representante da Stihl, Eliane Dall Agnese, conta que esta foi a primeira participação da empresa no projeto.
“Além de fazer toda essa parte ecológica, de sustentabilidade, veio também um passeio para as famílias conhecerem o Lami”, contou.
A analista de segurança do trabalho da Stihl, Laís Barbosa, levou a filha, Lavínia, de 2 anos, para participar da atividade. Para ela, a experiência foi uma forma de ensinar desde cedo sobre preservação ambiental.
“A gente queria mostrar para ela o movimento, mostrar para ela que jogar lixo no chão é errado, o que isso causa. Esse é o maior objetivo”, afirmou.
A preocupação com a preservação também motivou a moradora de Gravataí Delis Mercedes, que participou com um grupo de funcionários da Coca-Cola e levou os sobrinhos Emily e Bruno. Segundo eles, entre os materiais mais encontrados estavam isopor e bitucas de cigarro.
“Eu participo para contribuir com o meio ambiente e também para ser exemplo para eles, para eles terem essa consciência também de preservação e de participação”, disse Delis.