Em meio à alta global do petróleo, que já subiu cerca de 50% desde o início do conflito no Oriente Médio, impactando diretamente na distribuição do diesel no país, combustível essencial para transporte e produção, municípios da Região Metropolitana adotam medidas e desenvolvem diferentes estratégias para evitar que serviços essenciais sejam paralisados e a população não se sinta prejudicada ou mesmo desassistida.
Na cidade de Lindolfo Collor, o prefeito Gaspar Behne, fez alguns ajustes no cronograma de obras da cidade diante do atraso e demora entre a compra e a entrega de combustível para abastecer a administração municipal. Behne garante que hoje os tanques estão normalizados, com o estoque de 10 mil litros. Entretanto, ele suspendeu obras demandadas pela comunidade para evitar futuros transtornos diante do agravamento da situação mundial.
"As obras emergenciais estão acontecendo, mas protocolos da comunidade, como obras maiores, foram todas canceladas. Por exemplo, uma rua pública que seria aberta pela nossa administração com maquinário e caminhões, uma via onde futuramente vão se instalar empresas no município. Essa obra está na programação, mas foi cancelada enquanto não se normalizar essa situação do combustível."
Behne explica que serviços que envolvem mais maquinário e mais o serviço dos caminhões foram cancelados temporariamente. "Queremos permanecer com os estoques de combustível que a gente tem hoje, porque municípios vizinhos já sinalizaram que os pedidos estão sendo reduzidos em 30% e isso nos preocupa bastante."
Segundo o prefeito, o combustível adquirido pelo município foi priorizado para os serviços mais emergenciais, que são na área da saúde, além dos básicos que transcorrem normalmente. "Para as ambulâncias e também para os veículos que usamos para levar nossos pacientes aos hospitais da região em Grande Porto Alegre."
Segundo ele, outra preocupação é com a empresa contratada que faz o transporte dos alunos de rede de ensino. "Se essa empresa apresentar falta de combustível a gente terá que tomar medidas drásticas para não deixar os nossos alunos for a da sala de aula", destaca o prefeito.