O maquinário que realiza os trabalhos de recomposição e reconstrução de mais quatro trechos do talude do Arroio Dilúvio, na zona Leste de Porto Alegre, chegou nesta segunda-feira aos locais das obras. Neste momento, elas se concentram próximas à Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS); dois na margem esquerda, perto da rua Cristiano Fischer, e dois em frente ao campus da instituição. Após a chegada das máquinas, os trabalhos em si devem iniciar nesta terça-feira. A empresa contratada pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) para realizar os trabalhos havia sido escolhida entre o final de 2024 e o começo de 2025.
Neste ponto, inclusive, uma figueira que crescia no trecho, próxima ao Dilúvio, havia sido retirada em setembro de 2025, e remanejada para o Parque Natural Municipal Saint’Hilaire, no limite entre Porto Alegre e Viamão, e replantada em área pertencente ao Dmae. O transplante contou com o auxílio de uma retroescavadeira, para preservar o sistema radicular da planta.
"Se permanecesse no local, a figueira poderia tombar para dentro do arroio com o crescimento. Com esta operação, evitamos danos ao talude e garantimos o desenvolvimento da árvore em um espaço mais adequado", disse, na época, o biólogo do Dmae, William de Togni. De acordo com o órgão, a obra, inicialmente prevista para iniciar em janeiro, está orçada em R$ 2,6 milhões. Ao todo, as recuperações abrangem 11 pontos de intervenção que cederam entre julho de 2023 e maio de 2024, devido aos intensos temporais.
No primeiro lote, foram concluídas as obras nos trechos da avenida Ipiranga com São Manoel; na altura do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do RS (Crea-RS); do Planetário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do antigo Ginásio da Brigada Militar, na Silva Só. Além dos quatro agora iniciados na região da PUCRS, também há outros três em uma nova licitação. Eles são na Vicente da Fontoura, perto da subestação da CEEE; na altura da Lucas de Oliveira e na avenida Santana, perto de um complexo médico.
No caso da Ipiranga com São Manoel, o fim das obras ocorreu com três meses de antecedência em relação ao cronograma original, que previa o término das intervenções em março deste ano, e investimento foi de R$ 6,2 milhões, com recursos próprios do Dmae. Ali, a reconstrução foi executada com duas técnicas distintas de engenharia. A primeira foi a recomposição em concreto armado, com a fixação de pranchas sob o curso d’água. A segunda utilizou gabiões, estruturas metálicas preenchidas com pedras, para a estabilização do terreno.