As oportunidades turísticas e econômicas de Porto Alegre foram discutidas nesta terça-feira, no MenuPOA, promovido pela Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), em sua sede, no Centro Histórico. Com a presença da secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos da Capital, Susana Kakuta, do presidente de Porto Alegre Convention & Visitors Bureau, Luiz Vicente Basso, e da vice-presidente da ACPA e diretora do Grupo Cisne Branco, Adriane Hilbig, o painel “Porto Alegre é destino ou passagem?” debateu onde a cidade precisa investir para atrair cada vez mais turistas às suas atrações.
Na visão dos gestores, é preciso, especialmente, superar gargalos históricos de comunicação, afinado o discurso entre a administração pública, entidades e a iniciativa privada, evitando disputas por protagonismo isolado que enfraquecem a promoção do destino. “A gente tem que sentar numa mesma mesa, ter uma única bandeira e batalhar por ela. É um desafio a gente ter um DNA apenas. Nós temos muitos DNAs, estamos numa crescente de eventos”, disse Basso.
Segundo o Convention Bureau, há a captação de cinco grandes encontros entre 2027 e 2030, nas áreas de saúde, ambiental e esportiva, com impacto previsto de injetar R$ 34 milhões em faturamento direto na economia local. A retenção de turistas foi também destacada por Susana, ao salientar novos eventos planejados pela prefeitura, além da reformulação de outros, como o Natal e ano novo de Porto Alegre, e ainda 12 maratonas ao longo do ano.
“Porto Alegre está num grande processo de transformação. Até os anos 1960, éramos uma cidade industrial e a gente veio evoluindo de forma progressiva pra uma economia baseada em serviços. A grande questão é cada vez termos mais solidez em alguns equipamentos ou ícones, e isso se repetir todos os anos, para que as pessoas criem seu imaginário”, disse a secretária.
Há alguns dias, durante o Acampamento Farroupilha, a Capital deu um passo além estruturando parcerias com tradicionalistas que vivem e cultivam as tradições fora do Brasil, potencialmente atraindo-os para o evento de 2027, que, pela primeira vez, deverá ter um piquete internacional no Parque Harmonia. Para Adriane, os desafios climáticos devem ser levados em consideração, porém é preciso destacar a capacidade de resiliência local. “Sempre fazemos do limão uma limonada, somos gaúchos, afinal. Mas é preciso ter um discurso único entre as entidades. Cada vez que uma pede protagonismo, ela se perde”, salientou a representante da ACPA.