Foi um alívio quando o caminhão da CEEE Equatorial chegou em frente à casa da advogada Ivone Palaver, na manhã desta terça-feira, na avenida Walter Jobim, bairro Aparecida, em Viamão, na região Metropolitana. Desde a última quinta-feira, data do temporal com ventos fortes, sem energia elétrica, há cinco dias ela recorria a improvisações para viver no local, e relatou que alimentos estragaram na geladeira e freezer. “Estamos comprando comida para poder almoçar e jantar. Graças a Deus, tenho minha irmã que mora aqui perto e posso tomar banho ali, mas é aquele transtorno todo”, contou ela.
“Abrimos diversos protocolos, e da última vez, disse que não queria mais. Foram empurrando (CEEE Equatorial) para a frente os prazos”, relatou a advogada. Portanto, quando o caminhão chegou, houve inclusive um estranhamento por parte da moradora. “Disse para meus vizinhos que me avisaram: segura eles, não deixa irem embora”. De acordo com o monitoramento da CEEE Equatorial, na manhã desta terça havia 25,5 mil consumidores afetados em sua área de concessão, sendo que, em Viamão, eram 273 economias, com 16 equipes em campo.
Em Pelotas, no Sul do Estado, havia ainda o maior contingente de pessoas sem energia elétrica, com 226 interrupções e 511 consumidores afetados, seguido por Porto Alegre, com 150 interrupções e 151 consumidores afetados. Em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte, o número de consumidores com problemas ainda era de 564. A companhia afirma que já normalizou a situação para 94% dos clientes afetados pela tormenta da semana passada.
A Defesa Civil Municipal de Viamão contabilizou, ao todo, 30 ocorrências durante o temporal da quinta, das quais 28 já estavam resolvidas e as últimas estavam em processo de resolução. Entre elas, nesta terça, galhos de uma árvore foram retirados de parte do telhado da Escola Estadual Walter Jobim, que está com aulas normais, porém duas salas seguem interditadas, de acordo com a Prefeitura.
“Estas últimas duas ocorrências são também de árvores caídas, mas somente atingiram terrenos, não as casas. Cada demanda tem uma peculiaridade, então priorizamos aquelas em que havia prejuízos a moradores”, disse o coordenador da Defesa Civil Municipal de Viamão, Anderson Chagas. Com a previsão de mais chuvas nos próximos dias, o cuidado está redobrado no município. “Nosso Plano de Contingência funcionou bem. Conseguimos reagir e responder de forma rápida, porque temos uma equipe de mobilização e sobreavisos. As equipes estão mobilizadas para responder o mais rapidamente possível”, acrescentou ele.