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Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul, em Taquara, reabrirá em dezembro

Estado investiu R$ 1,7 milhão na reforma da instituição, por meio do programa Avançar na Cultura

O Marsul é uma das principais organizações de pesquisa e preservação do patrimônio arqueológico do RS
O Marsul é uma das principais organizações de pesquisa e preservação do patrimônio arqueológico do RS Foto : Rafael Varela / Sedac / CP

O Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (Marsul), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac) situada em Taquara, teve sua reabertura confirmada para dezembro. O anúncio foi feito pela titular da Sedac, Beatriz Araujo, durante o XIII Encontro da Sociedade de Arqueologia Brasileira – Regional Sul.

"É uma imensa alegria estar aqui, em Taquara, no momento em que estamos resgatando a dignidade de mais uma das instituições da Sedac. Nós temos trabalhado muito para reabrir o Marsul, que está fechado para visitação pública desde 2008”, disse Beatriz. Ela também destacou a parceria com a prefeitura de Taquara e lembrou que a Sedac tem investido fortemente em projetos culturais na cidade. “Nós temos, no Rio Grande do Sul, municípios que têm um olhar atento para a cultura, que investem na área. Então queremos nos fazer presentes também e continuar apoiando”, afirmou Beatriz.

A reabertura do Marsul acontece após a conclusão da reforma da estrutura da sede do museu. Para o desenvolvimento de diversas ações de qualificação do local, foi investido R$ 1,7 milhão com recursos do programa Avançar na Cultura. “É um reflexo do compromisso da Sedac com a preservação do patrimônio cultural e o acesso público ao conhecimento”, complementou Bia.

Sobre o Marsul

Criado em 1966, o Marsul, é uma das principais organizações de pesquisa e preservação do patrimônio arqueológico do Estado, e tem um dos acervos mais significativos do Brasil, composto majoritariamente por coleções oriundas de pesquisas em sítios pré-coloniais, com datações de até 12 mil anos atrás. São artefatos de grupos caçadores-coletores, pescadores-coletores do litoral, horticultores e também de sítios do período colonial.

O prédio foi construído em 1970, e tem valor arquitetônico por sua característica modernista brutalista, representativa de um período histórico em que ocorreu a profissionalização e a valorização da arqueologia no meio museológico nacional.

O modelo construtivo da época, porém, não previa aspectos que se tornaram fundamentais com o decorrer do tempo, tais como a impermeabilização das lajes e das coberturas, para evitar infiltrações, por exemplo. Da mesma forma, não havia os padrões de acessibilidade exigidos atualmente, sendo então fechado em 2008. As obras de requalificação da estrutura iniciaram em 2022.

Mesmo fechado para a visitação, o Marsul continuou recebendo pesquisadores e promovendo atividades sobre o patrimônio arqueológico. Em fevereiro de 2020, a instituição e o designer Cícero Moraes trabalharam na reconstrução facial forense do “Zé”, um esqueleto de indivíduo associado a um sítio arqueológico datado de aproximadamente 5 mil anos, integrante do acervo do Marsul.