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Nível do Rio Gravataí é de alerta, já a situação da Bacia do Rio dos Sinos é de atenção

A captação que havia sido liberada no sábado voltou a ser suspensa no Gravataí nesta segunda-feira

O nível de monitoramento da bacia do Rio dos Sinos e do Rio Gravataí é acompanhado, principalmente no verão, por autoridades que regulam a captação de água dos produtores rurais. Em Gravataí, após dois dias liberada a autorização de captação de água voltou a ser suspensa nesta segunda-feira devido ao nível do manancial, que é de 1,32 em Alvorada e 0,63m em Gravataí. O alerta entra em vigor quando o nível das réguas fica menor que 1,6m em Alvorada e que 0,8 m em Gravataí. Isto ocorre devido a falta de chuvas.

A situação nesta segunda-feira é um pouco melhor na Bacia do Rio dos Sinos. Segundo boletim divulgado, os níveis estão em 1,7m em São Leopoldo, 1,36m em Campo Bom e 2,52m em Novo Hamburgo. Com isto, após serem proibidas durante o sábado, as captações de água para irrigação voltaram a ser permitidas no domingo. A situação permanece inalterada na segunda-feira.

Segundo a presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos), Viviane Feijó Machado, há anos existe um acordo com as operadoras de saneamento e produtores rurais. “Todo o ano o acordo é reeditado para a safra e o período de verão”, enfatiza.

O atual está vigente desde setembro do ano passado e no último final de semana ele atingiu os limites, quando na sexta-feira a régua de captação da Corsan em Campo Bom chegou a 1,19m. Com isto foi suspensa a captação de água do rio por produtores rurais a partir das 8h de sábado. “Para a captação da Corsan em Campo Bom , o limite é 1,20m. Quando chega ou baixa disso solicitamos a suspensão das captações de produtores rurais. Em São Leopoldo, o limite é 60 centímetros”, explica.

Há menos de um ano, em maio, a região convivia com as enchentes, Viviane lembra que mesmo nesta época já falava em seca. “Tivemos três anos seguidos de baixa quantidade de chuva no verão e este ano a previsão é a mesma. Para os próximos dias é um volume muito baixo para a recuperação do nível. Para os próximos 15 dias seria 10, 12 mm. Para recuperar é necessário aumentar muito o nível do rio, que segue abaixo”, observa.

Ela conta que é necessário uma chuva contínua, não esparsa como ocorre atualmente para alimentar o lençol freático. “Seguimos monitorando e atingido o valor mínimo iremos solicitar novamente a suspensão. Com a chuva subiu mas seguimos em atenção para tomar atitude sempre que necessário”, garante.

A bacia do Rio dos Sinos compreende 30 municípios gaúchos. A medição ocorre em três pontos instalados nas cidades de São Leopoldo, Novo Hamburgo e Campo Bom. Viviane justifica que como em Novo Hamburgo é mais difícil atingir o nível mínimo então os outros dois municípios se tornaram referência. “ Como sempre, a prioridade é a captação para consumo humano e de animais. Para a sede dos bichos existe uma vazão ecológica, (quantidade de água sem autorização para nenhum uso). Dentro das que tem autorização o abastecimento humano é prioridade”, enfatiza. As regras são estabelecidas pela lei estadual das águas, que completou 30 anos em 2024.

Os produtores rurais que captam água do rio dos sinos possuem outorga do Departamento de Recursos Hídricos do Estado. “Eles são avisados em caso de cancelamento da captação pelas associações que fazem parte do Comitê da Bacia, como por exemplo a dos arrozeiros. É o representante deles no Comitê que informam os associados”, relata. Cerca de 40 entidades fazem parte do comitê. “ E segue o monitoramento pois acreditamos que ao longo do verão serão necessárias novas paralisações de captação”, lamenta.

Os boletins diários da situação dos dois rios podem ser acompanhados no site da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMARGS) com atualização sempre às 16h.