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Obra do dique Rio Branco, em Canoas, é composta por três trechos e projeto é considero complexo

O trecho um, que compreende o Muro da Cassol, necessitou de ajustes no início do contrato, porém é o mais adiantado com 89% do serviço concluído; este trecho deve ser entregue nas próximas semanas

O trecho dois é o menos adiantado, atualmente está em fase de projeto, o que equivale a 0,21% da sua execução
O trecho dois é o menos adiantado, atualmente está em fase de projeto, o que equivale a 0,21% da sua execução Foto : Bruno Ourique / Prefeitura de Canoas / CP

Passados quase dois anos do maior evento climático que assolou a população de Canoas, devastando especialmente o lado oeste da cidade e, inclusive, tirando vidas, famílias que residem nos bairros Rio Branco e Fátima, mas também aquelas que moram entre o Harmonia, Estância Velha e Mathias Velho reclamam que as obras do cinturão que compõem o sistema de contenção contra as cheias custaram a sair do papel em decorrência da liberação de verbas e agora seguem em ritmo muito lento.

Simone Ávila Siqueira, que perdeu tudo na enchente de maio de 2024, teme não ter tempo de salvar os móveis que adquiriu recentemente, caso uma nova enchente venha acontecer. "É duro falar, mas a população não pode contar com o poder público. Eu ainda consegui limpar minha casinha e voltei a morar nela. Mas tenho vizinhos, que perderam praticamente tudo e não tiveram para onde retornar. Nós aqui da Rio Branco, precisamos muito desse dique. Não conseguimos dormir mais tranquilos." João Paulo dos Santos, do bairro Fátima, se emociona ao relembrar os episódios de maio de 2024. "Foi muito triste ver o desespero no rosto das pessoas. É preciso que estas obras avancem de forma responsável para oferecer mais segurança para a comunidade."

O Secretário de Obras e Reconstrução de Canoas, Guido Bamberg, explica que a obra do pôlder Rio Branco é composta por três trechos, que estão em diferentes fases. Ele destaca que a obra é classificada como de alta complexidade técnica, pois o projeto vai além da movimentação de solo. A complexidade, segundo ele, reside na necessidade de garantir a estanqueidade do solo e a estabilidade das novas cotas.

Bamberg pontua que o trecho um, compreende o Muro da Cassol, e trata-se da obra que está sendo executada na avenida Guilherme Schell. O projeto, necessitou de ajustes no início do contrato e está com 89% do serviço concluído. Conforme o secretário, este trecho deve ser entregue nas próximas semanas. O investimento só neste local é de R$ 1.409.674,60.

O trecho três, compreende a intervenção que está sendo feita do dique Rio Branco, que fica localizado entre trecho a rua Henrique Dias e a rua André Nichele. Atualmente está com taxa de execução de 32,14% e deve ser entregue ainda neste ano. O investimento no trecho é de R$ 32.644.500,00.

E, de acordo com o secretário, o trecho dois, é o menos adiantado. Ele compreende o trecho do dique Rio Branco que fica localizado entre a avenida Guilherme Schell e rua Henrique Dias. "Atualmente está em fase de projeto, o que equivale a 0,21% da sua execução." O investimento é de R$ 50.465.433,28.

Questionado sobre a demora das obras em relação as demais, o secretário destaca que os contratos firmados para a execução do dique da Rio Branco são feitos pelo regime de contratação integrada. A natureza administrativa e técnica dos contratos, segundo ele, exigem que inicialmente devem ser elaborados os estudos e projetos básicos e executivos. "Então alguns meses são dedicados exclusivamente para levantamento, estudos e elaboração de projetos. Além disso, antes de iniciar a execução, os projetos devem ser aprovados pela administração."