Cidades

Organização do South Summit 2025 aponta desafios e destaca novidades do evento em painel do Menu POA

Um dos maiores encontros de inovação e empreendedorismo do Brasil ocorre entre os dias 9 e 10 de abril, no Cais Mauá, em Porto Alegre

Membros da organização do South Summit deram mais detalhes sobre as novidades da edição 2025 do evento
Membros da organização do South Summit deram mais detalhes sobre as novidades da edição 2025 do evento Foto : Pedro Piegas

A edição de março do MenuPOA, promovido pela Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), recebeu nesta terça-feira o presidente do South Summir Brazil 2025, José Renato Hopf, o CEO do evento, Wagner Lopes, e a secretária Extraordinária de Inclusão Digital e Apoio às Políticas de Equidade (SEIDAPE), Lisiane Lemos. No encontro, eles apontaram os desafios encontrados para a realização da edição deste ano em um dos locais mais atingidos pela cheia de 2024 e também apresentaram as novidades que o evento terá em 2025.

A presidente da ACPA, Suzana Vellinho Englert, apontou que é necessário buscar soluções, através da ciência e da tecnologia, para tornar o Estado mais resiliente, e que o South Summit é uma ferramenta essencial para debater a inovação em todas as áreas. “O evento deste ano ganhou um novo compromisso com a cidade. Essas soluções são necessárias para auxiliar no enfrentamento nestes novos tempos diante das questões climáticas. E a inovação é isso, é solucionar problemas e gerar melhorias em processos”, afirmou.

Para o presidente do South Summit Brazil, José Renato Hopf, a intenção é que o evento tenha uma temática positiva, destacando a resiliência. Entre as ações que serão realizadas estão a distribuição de ingressos para empreendedores que ainda não conseguiram se reerguer após a enchente de 2024, além da utilização de parte da Usina do Gasômetro como estrutura do evento, a realização de uma corrida de rua e a participação de especialistas internacionais sobre sustentabilidade e meio ambiente, como o pesquisador da Universidade de Columbia (EUA), Taddeus Pavlosvky, que ajudou a estruturar o plano de prevenção a desastres de Nova Iorque.

Ele apontou ainda os desafios para a realização do South Summit Brazil 2025, principalmente com a necessidade de reformas nos armazéns atingidos pela enchente no Cais do Porto. “Tivemos mais de 15 portões que ficaram destruídos. Também encontramos lodo nos armazéns. Tivemos que refazer cerca de 70% do piso. Inclusive vamos deixar uma parte da estrutura ainda com a marca da enchente, com quase 3 metros no armazém, para que as pessoas possam entender o que aquele ambiente passou”, salientou.

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Ele também abordou a busca por tornar o South Summit permanente em Porto Alegre. Até o momento, o contrato com a Capital segue até 2027. “Esse é um evento que já se tornou um ativo da nossa sociedade. O grande segredo do South Summit Brazil é que ele é um evento co-construído por diversos entes. E isso faz com que ele tenha um engajamento das pessoas e passou a ser um patrimônio do RS. Temos conversado com a organização que fica na Espanha para que a gente consiga permanecer e dar mais esse caráter de perpetuidade para o nosso evento”, completou.

O CEO do South Summit Brazil, Wagner Lopes, aponta ainda que a edição de 2025 contará com um simbolismo maior por conta da reconstrução do RS, que já tem movimentado tanto o ecossistema local e como o nacional. Ele também ressaltou a temática da resiliência, que ganhará um destaque maior nos painéis e palestras.

“A tagline da nossa programação neste ano está muito conectada com esse tema. Vamos receber grandes nomes para olhar para o que aconteceu e, a partir disso, poder desenhar e refletir sobre caminhos, o que a gente faz daqui para frente para reconstruir o estado, mas também olhando para uma perspectiva global, pois todo o mundo está passando por esses desafios que a gente sofreu na pele aqui em Porto Alegre”, finalizou.