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Passagem da travessia do catamarã sobe para R$ 19,15

Aumento corresponde a reajuste de 13,29% sobre a tarifa de R$ 16,90 do transporte que liga Porto Alegre e Guaíba

Tarifa da travessia Porto Alegre-Guaíba sobe para R$ 19,15
Tarifa da travessia Porto Alegre-Guaíba sobe para R$ 19,15 Foto : Mauro Schaefer

A tarifa da travessia hidroviária de passageiros entre Porto Alegre e Guaíba, operada pela Catsul, passará de R$ 16,90 para R$ 19,15. O reajuste de 13,29% foi homologado nesta terça-feira pelo Conselho Superior da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) e terá validade a partir da publicação no Diário Oficial do Estado.

O valor atual, de R$ 16,90 foi definido em 7 de janeiro de 2025. O percentual foi calculado pela Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), responsável pela gestão do transporte metropolitano. A atualização ocorre após sucessivos atrasos nos reajustes previstos no contrato de concessão. Entre 2010 e 2016, foram acumulados 1.443 dias de atraso em reajustes, situação que chegou a ser discutida judicialmente.

Além da falta do reajuste, foi apontado que nos últimos anos a operação também foi afetada pela pandemia de Covid-19 e pelas enchentes de 2023 e 2024. Os eventos climáticos provocaram a interrupção do serviço por 67 dias e, segundo a Agergs, contribuíram para uma queda na demanda mensal, que passou de 71.046 para 42.290 passageiros.

Reequilíbrio vai para análise na Metroplan

A Catsul também apresentou pedidos relacionados aos impactos desses eventos e ao desequilíbrio econômico-financeiro do contrato. No entanto, essa questão não foi definida junto com o reajuste aprovado nesta terça-feira.

Por maioria, o Conselho Superior da Agergs decidiu separar os processos de reajuste tarifário e de reequilíbrio econômico-financeiro. Cabe à agência analisar e homologar os reajustes e as revisões tarifárias ordinárias previstas no contrato.

Já o pedido de reequilíbrio extraordinário, que envolve perdas acumuladas, impactos da pandemia e das enchentes e a possibilidade de criação de um subsídio tarifário permanente, foi encaminhado para análise da Metroplan, como poder concedente.