“A nossa preocupação maior é virar um bairro fantasma”, essa frase é de uma das sócias de uma ferragem localizada entre os bairros 4° Distrito e Navegantes. O local também foi atingido pela enchente de maio, mas os cálculos do prejuízo ainda não foram finalizados.
A empresária conta que abriu as portas da empresa ainda no final de maio como um apoio para a comunidade local, neste momento de reconstrução, fornecendo o que ainda está disponível e tentando atender às necessidades dos clientes da melhor forma possível.
Além da preocupação com a desocupação da região: "mais de 20 clientes nossos já disseram que vão embora do bairro", ela revela que a escassez dos produtos não só limita a disponibilidade como também impacta os preços.
Clarissa mencionou que muitos fornecedores aumentaram os custos de matéria-prima, como o aço e plásticos, o que forçou um ajuste nos seus preços. "Um rolinho médio que vendíamos por nove reais, hoje vendemos por quinze", disse.
A empresária expressou preocupação com novos aumentos de preços e a incerteza quanto à disponibilidade futura de materiais. A interação com os fornecedores sugere que os desafios podem persistir, com mais aumentos de custos sendo uma possibilidade real. A possibilidade da empresa também sair do bairro não está descartada. “Vamos esperar até o final do ano para ver como as coisas vão ficar”.
O aumento dos preços já foi sentido pelo empresário Cleberson dos Santos que trabalha com reformas, há 25 anos. Eles revela que nunca teve problema com a falta de clientes, mas a sua demanda aumentou em 80%. Somente nesta semana ele está atuando em quatro trabalhos simultâneos, dois no 4° Distrito, uma na zona Sul e outro em Canoas.
Santos afirma que recomenda a compra de materiais em ferragens que considera com valores mais em conta e também sente a escassez de produtos, principalmente de tintas.