O palco principal do Acampamento Farroupilha, no Parque Harmonia, recebeu uma programação especial na manhã deste sábado para destacar a presença da cultura da japonesa no Rio Grande do Sul. Realizado pelo Escritório Consular do Japão em Porto Alegre, com o apoio da Associação de Assistência Nipo-Brasileira do Sul (EnkyoSul) e da Secretaria Municipal da Cultura da Capital, a ação celebrou os 70 anos da imigração japonesa para o RS.
A programação contou com atrações de grupos de dança, coral e músicas tradicionais nipônicas, mescladas também com a tradição gaúcha, como a gaita e o bumbo legueiro. Uma das participantes foi a mestra em Música, Giualia Nakata, que integra o Coral Himawari de Porto Alegre. Para ela, que é sansei (neta de imigrantes), as tradições nipônicas também precisam ser consideradas como parte da cultura gaúcha.
“Somos uma comunidade está aqui há 70 anos. O RS tem indígenas, negros, alemães, italianos e também tem japoneses. Esse espaço no Acampamento Farroupilha foi muito significativo para mostrar isso. Tem imigrantes que estão há muito tempo e já falam barbaridade e tomam chimarrão. Eu, por exemplo, fui prenda quando criança, mas como com hashi. Isso só mostra como o RS é muito diverso”, apontou.
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70 anos da imigração japonesa
Em agosto deste ano, completaram-se sete décadas da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Rio Grande do Sul. A chegada do navio Brasil-Maru ao porto de Rio Grande, em agosto de 1956, tornou-se um marco na história da imigração japonesa no Estado. Entretanto, há registros da presença de famílias japonesas no RS desde a década de 1920, com pessoas que vieram de outras regiões do Brasil em busca de novas oportunidades. Desde então, os laços de amizade entre o Japão e o Rio Grande do Sul vêm sendo fortalecidos ao longo das décadas.