Cidades

Pão dos Pobres trabalha na reconstrução do prédio histórico para retomada das atividades

Novos apoios financeiros são fundamentais para garantir agilidade às obras estruturais necessárias

Atingida pela enchente do Guaíba, fundação busca recursos para retornar as atividade
Atingida pela enchente do Guaíba, fundação busca recursos para retornar as atividade Foto : Edith Auler/Pão dos Pobres/CP

A Fundação Pão dos Pobres, instituição centenária e símbolo de acolhimento e educação, enfrenta um dos maiores desafios de sua história após ser devastada pela enchente que assolou o Rio Grande do Sul em maio de 2024. Agora, a entidade se mobiliza para reconstruir seus espaços e retomar suas atividades essenciais e trazer de volta mais de uma centena de acolhidos que têm o Pão dos Pobres como moradia, e devolver a rotina de cursos para cerca de outros 1.400 jovens aprendizes em vulnerabilidade social.

Com a solidariedade da comunidade e de empresas privadas, a Fundação está intensificando uma campanha de arrecadação também via Pix para conseguir os recursos necessários para a continuidade de seus trabalhos. A equipe administrativa retornou ao prédio nesta segunda-feira, 10 de junho, em salas improvisadas do mezanino. Jovens de alguns cursos da aprendizagem terão suas atividades teóricas desenvolvidas em espaços cedidos pela FMP a partir dos próximos dias.

O esforço coletivo tem sido crucial nessa retomada. Voluntários e funcionários estão gradualmente limpando e higienizando o local, preparando o prédio histórico para a retomada total, o mais breve possível. Atualmente, os banheiros, cozinhas e alguns espaços dos cursos profissionalizantes estão sendo higienizados e, aos poucos, serão restaurados.

Além das reformas estruturais necessárias, a instituição está trabalhando na recuperação de documentos e fotos históricas, em parceria com arquitetos e historiadores. “Estamos otimistas e acreditamos que, com o apoio de todos, vamos superar esta crise. Temos esperança no futuro e na capacidade de reconstruir não apenas nossas estruturas físicas, mas também os sonhos e oportunidades de nossos jovens”, adianta João Rocha, gerente socioassistencial.

As perdas materiais estão estimadas em mais de R$ 4 milhões, em levantamentos preliminares. “Apesar de estarmos contando com todo o apoio da sociedade, empresas e voluntários, até o momento, conseguimos atingir cerca de 20% do valor necessário para voltarmos à rotina”, revela J. Marcolan, gerente administrativo-financeiro.

A Fundação O Pão dos Pobres continua contando com a solidariedade de todos. As doações podem ser feitas via Pix em duas opções de chaves: e-mail paodospobres@paodospobres.com.br ou CNPJ 92666015/0001-01. Mais informações estão disponíveis no site www.paodospobres.org.br ou pelo Instagram oficial @fundacaopaodospobres.

A fundação atende mais de 1.800 crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social. Do total de atendidos, 160 crianças e adolescentes com idades de zero a 18 anos (incompletos) têm o Pão dos Pobres como sua moradia. A instituição serve cerca de 42 mil refeições mensalmente e é mantida com recursos do Funcriança, parcerias com órgãos municipais e empresas parceiras, por meio de cotas de aprendizagem profissional.