O rio Jacuí começou a baixar em Charqueadas, na região Carbonífera, mas ainda os moradores do bairro Beira Rio deslocados de ruas atingidas pela água ainda não retornaram para suas residências nesta sexta-feira. A redução é lenta e grande parte das casas da rua Ricardo Louzada, próximo da Prainha, seguem parcialmente inundadas.
A maioria das residências ali já foi construída mais alta do que o nível da rua, justamente por conta das cheias. O pescador José Guaracy, morador há mais de 40 anos da área, e que tem um galpão ali onde cria animais, contou que o volume e extensão desta enchente é muito similar às de outras que ocorrem normalmente, com exceção da cheia de 2024.
“Eu paro aqui mais é para pescar, e já vi várias destas cheias. Esta aqui até é tranquila de lidarmos, estamos bastante acostumados”, comentou ele, enquanto navegava com um barco na rua Ricardo Louzada.
A secretária Municipal da Defesa Civil, Fabiana de Quadros, observou que não há pessoas em abrigos no município, porém quatro famílias optaram por retirar seus pertences, como camas e geladeiras, e se alojaram na casa de familiares. Conforme ela, o Rui acabou saindo da cota de inundação, que é de 4,60 metros, atingindo 4,59 metros, baixando a cerca de um centímetro por hora.
“Já temos algumas experiências com enchentes que são importantes e acabam sendo revividas. As pessoas acabaram saindo de maneira bastante organizada, porque se desse uma enchente grande igual à outra, seria uma grande correria”, salientou a secretária.
De acordo com ela, há um monitoramento constante previsto no Plano de Contingência Municipal, e que, com a previsão de chuvas mais fortes previstas novamente para a semana que vem, podem fazer com que mais abrigos sejam abertos no município. Por ora, a referência é o Campo de Rodeio.
Também nesta tarde, técnicos da Defesa Civil Estadual estiveram em Charqueadas inspecionando as áreas mais atingidas pela cheia. Uma reunião virtual está marcada para a tarde de hoje para a regional Metropolitana para o alinhamento de ações que já estão sendo feitas e para os próximos eventos climáticos previstos para o Rio Grande do Sul.
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