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Restauração do Solar dos Câmara entra em fase final

Trabalhos devem ser concluídos entre o final de novembro e o início de dezembro

Casarão passa por restauração de pinturas artísticas desde 2024
Casarão passa por restauração de pinturas artísticas desde 2024 Foto : Fabiano do Amaral

Construído de 1818 a 1824, o Solar dos Câmara, residência mais antiga de Porto Alegre, chega na fase final do processo de restauro iniciado em 2024. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1963, o local passa por restauração das pinturas artísticas. No processo, uma pintural original foi descoberta e nela encontrada o nome do artista Fernando Schlatter, responsável pelas pinturas de todos os salões de refeições.

De acordo com o restaurador e conservador Toninho Sarasá, as áreas do prédio que apresentavam repintura eram pontos onde havia sinais de infiltração. Essas intervenções teriam sido feitas para proteger a pintura e corrigir danos provocados pela estrutura da edificação. Segundo Sarasá, o melhor restauro é o que não precisa ser feito, quando se zela pelo patrimônio público sem a necessidade de restauração. “Mas sendo feito o restauro, nós temos várias opções. Nós vamos usar sempre a da menor perda, por isso aqui estamos colando aquelas casquinhas que estão soltando. Nós estamos reintegrando onde está faltando”, disse.

O restaurador destacou que a perda de material foi o que revelou a pintura original. “Nós temos aqui pintura de duas épocas e, com muito cuidado, estamos buscando essas prospecções com bisturi, com soluções químicas, para mantermos o máximo da originalidade do artista”, informou.

A previsão é que os trabalhos de restauração sejam concluídos entre o final de novembro e início de dezembro deste ano.

A restauração

De acordo com o projeto, a obra, iniciada em 2024, prevê restauro geral, recuperação e reforma do prédio, abrangendo uma área de 1.280,70 m². O serviço engloba a substituição total do telhado, que sofre com goteiras e infiltrações, devido ao desgaste ante ao tempo e ação de ventos; substituições totais de redes elétrica, hidrossanitária e de ar condicionado; implantação do PPCI atualizado; pintura geral das paredes e aberturas; recuperação das pinturas murais existentes nos ambientes; impermeabilização de sóteia e áreas externas; manutenção no acervo; tratamento de temperatura e umidade na região ocupada pela biblioteca Borges de Medeiros, dentre outros itens.

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul adquiriu o prédio em 1981, funcionando ali a antiga Diretoria de Atividades Culturais. Sete anos depois fez obras de restauração e reciclagem e, em 1993, reabriu o Solar como um novo espaço cultural.

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