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Segue o estudo do projeto de proteção contra às cheias no Laranjal em Pelotas

A praia banhada pela Lagoa dos Patos foi o local mais afetado pelas enchentes de maio

Pelo projeto o canal existente na Espírito Santo deverá ser aprofundado
Pelo projeto o canal existente na Espírito Santo deverá ser aprofundado Foto : Rodrigo Soares /SANEP/CP

Foram retomadas as tratativas para a captação de recursos necessários para a execução dos projetos de macrodrenagem e contenção de cheias na praia do Laranjal, em Pelotas. O local, banhado pela Lagoa dos Patos foi o mais afetado pelas enchentes de maio de 2024 no município.

Representantes de Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas se reuniram com técnicos da Secretaria de Reconstrução Gaúcha (Serg), com o objetivo de alinhar pontos importantes para o investimento de R$ 25 milhões que o Estado deverá fazer na obra.

Conforme informações da autarquia, o encontro teve como objetivo a evolução nos estudos necessários e exigidos, como o hidrológico e de impacto ambiental, assim como a modalidade de transferência desses recursos de modo a agilizar a liberação.

Conforme o diretor-presidente do Sanep, Ellemar Wojahn, o encontro foi produtivo e marcou a retomada das tratativas da autarquia com o Estado. "Ficou esclarecido que será dada prioridade para os projetos de proteção contra cheias em locais impactados pela enchente do ano passado, como Pelotas. Sabemos o quanto a população do Laranjal precisa de um sistema que atenda as necessidades em momentos de emergência", observa. Ele garantiu que é prioridade do Sanep avançar ao máximo em estudos técnicos, com investimento próprio, para viabilizar o começo das obras o quanto antes. O Sanep avança com recursos próprios nesses estudos para estar pronto para licitar e iniciar a obra assim que o investimento do governo estadual for concretizado.

Entre as possibilidades para acelerar a disponibilização das verbas, a equipe técnica da Serg mencionou a realização da transferência de recursos de fundo a fundo. Caso opte por essa modalidade, a prefeitura, mediante aprovação da Câmara de Vereadores, ficará encarregada de criar um fundo municipal para receber os recursos da esfera estadual.

O projeto aprovado no Plano Rio Grande inclui a elevação da cota do dique de proteção do Laranjal para quatro metros, em toda a sua extensão. Além disso, a casa de bombas do bairro será redimensionada, com capacidade de vazão cinco vezes maior, de modo a suprir as exigências que a realidade climática atual impõe ao sistema. O canal da avenida Espírito Santo será aprofundado e reforçado para conduzir grandes volumes de chuva até a estrutura de bombeamento.