As chuvas das últimas horas levaram transtornos para três cidades do Rio Grande do Sul. Em Vista Alegre, cinco casas na zona urbana foram destelhadas. Elas estão localizadas nos bairros Iriber, Mãe Alice e Centro.
O vento também afetou a comunidade de Tiradentes, onde salão da comunidade também foi destelhado. Não há pessoas desalojadas ou desabrigadas no município. A Defesa Civil informou que na manhã desta terça-feira deverá realizar o levantamento completo dos estragos.
Em Santa Maria, maior cidade da Região Central, nas últimas 24 horas foram registradas rajadas de vento de 50 km/h. Na Estação G2 Patronato, o acumulado de chuva chegou a 73 milímetros. A Defesa Civil municipal informou que até as 9h desta terça-feira foram atendidas 25 ocorrências, nos bairros Nova Santa Marta, Renascença, Pinheiro Machado, Tancredo Neves, Menino Jesus, Divina Providência, Nossa Senhora de Lourdes, Boi Morto, Chácara das Flores, Caturrita, Passo D'Areia e Presidente João Goulart. Uma família ficou desalojada e foi para a residência de parentes ou amigos.
Por volta das 11h, subiu para 18 o número de escolas municipais que registraram problemas por causa do temporal. Destas as escolas municipais de ensino fundamental Chácara das Flores e Perpétuo Socorro, além da escola municipal de educação infantil Ida Fiori Druck, na Vila Kennedy, suspenderam as atividades letivas para limpeza e organização dos espaços. Já a EMEF Intendente Manoel Ribas, no distrito de Santo Antão está com período reduzido e a EMEI Darcy Vargas, no Bairro Nossa Senhora do Rosário, está com atendimento parcial das crianças. A Unidade Básica de Saúde Vitor Hoffman, na Vila Rossi, no bairro Pinheiro Machado está fechada.
Em Soledade, no Norte do Estado, a chuva da noite de segunda-feira não amenizou a estiagem, mas causou transtornos. Segundo levantamento preliminar da Defesa Civil, cinco casas foram atingidas pelo temporal, sendo quatro na comunidade do Curuçu e uma no Rincão dos Coelhos.
"Em um primeiro momento, providenciamos a distribuição de lonas às famílias atingidas, visando à preservação do interior das residências, considerando que todos já estavam em segurança e com a integridade preservada. As famílias foram para casa de parentes e vizinhos", relata o coordenador municipal de Defesa Civil, Leandro Pazzin. Ele confirmou que na manhã desta terça-feira, agentes devem ir até as comunidades para realizar um levantamento mais preciso dos estragos.
Decreto de Emergência
O prefeito de Soledade Paulo Ricardo Cattaneo decretou situação de emergência no município por causa da estiagem. De acordo com o documento, o evento foi caracterizado pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil como estiagem prolongada, com período de baixa ou nenhuma precipitação e perda de umidade do solo superior à reposição. A situação teve início entre a segunda quinzena de janeiro e a primeira quinzena de março. Antes disso, o Município já havia editado em março outro decreto, que alertou para o racionamento no consumo de água. A medida considerou os efeitos da estiagem, que já provocavam a redução dos níveis de água em poços e barragens responsáveis pelo abastecimento da população, situação identificada naquele período.
Laudos técnicos elaborados pela Emater apontam perdas na produção primária do Município, associadas à estiagem e à atuação do fenômeno La Niña, além da ocorrência de altas temperaturas. O levantamento também registra prejuízos à população em função da escassez hídrica, com impactos ambientais e econômicos.