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Torres chega a 87,10% de cobertura de esgoto e avança para a universalização

Previsão é que o município do Litoral Norte atinja a meta do Marco Legal do Saneamento, que é de 90%, em 2027

ETE da Corsan garante 87,10% do esgoto tratado no município de Torres
ETE da Corsan garante 87,10% do esgoto tratado no município de Torres Foto : Corsan / CP

Torres alcançou 87,10% de cobertura de esgotamento sanitário e está próxima de se tornar mais um município atendido pela Corsan a superar a meta de 90% estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento para ser alcançada até 2033. Com as obras atualmente em execução, a previsão, para Torres, é que esse patamar seja ultrapassado em 2027.

Nesta segunda metade de 2026, as frentes de trabalho estão concentradas na implantação de redes de esgoto nos bairros São Jorge, São João e Centenário. A conclusão das obras nessas localidades, prevista para o início do próximo ano, permitirá ampliar o atendimento e levar Torres a um novo estágio de infraestrutura sanitária.

O avanço tem significado particular em uma cidade litorânea, turística e em expansão, localizada na divisa com Santa Catarina e marcada pela presença do Rio Mampituba.

“Torres convive com a construção de sua infraestrutura de esgotamento sanitário desde a década de 1960. Chegar tão perto da universalização é concluir uma transformação construída ao longo do tempo e que estamos acelerando. Em uma cidade que tem no turismo e nos recursos naturais parte importante de sua identidade, ampliar a coleta e o tratamento de esgoto significa proteger o território e, ao mesmo tempo, ter condições de seguir crescendo”, afirma Luciano Brandão, gerente regional de Relações Institucionais da Corsan.

Além dos reflexos na saúde e na proteção dos recursos hídricos, a expansão do saneamento impulsiona o desenvolvimento urbano e econômico de Torres. Uma infraestrutura capaz de acompanhar o crescimento da cidade cria condições para novos empreendimentos, contribui para a valorização urbana e dá suporte a atividades como turismo, comércio e construção civil.

“Universalizar o saneamento não é apenas alcançar um índice. É criar infraestrutura para uma cidade que cresce e recebe milhares de pessoas. É preparar Torres para o futuro sem perder de vista a qualidade de vida dos moradores e a preservação dos ativos ambientais que tornam o município tão importante para o Rio Grande do Sul”, acrescenta Brandão.

Avanço em diferentes regiões do Estado

Torres integra um grupo de municípios que vem se aproximando da meta estabelecida para 2033. Esteio, Aceguá e Pedras Altas já superaram os 90% de cobertura. Cachoeirinha chegou a 87,5%, Santa Maria a 83,2% e Quaraí a 81,9%. No Litoral Norte, a Corsan também mantém obras de expansão em Capão da Canoa, onde a cobertura deverá se aproximar de 80% até o final de 2028.

O movimento ocorre em um Estado que ainda enfrenta um déficit histórico de esgotamento sanitário. Quando a Aegea assumiu a gestão da Corsan, em junho de 2023, a cobertura estava em torno de 19%. Atualmente, está em 30% e alcançará 31% até dezembro. Na matemática do saneamento, um ponto percentual de avanço previsto até o fim do ano dará acesso ao esgotamento sanitário a cerca de 80 mil pessoas, população equivalente à de municípios do porte de Ijuí, Santo Ângelo ou Cachoeira do Sul.

O desafio é chegar em todos os municípios a pelo menos 90% da população atendida com coleta e tratamento de esgoto até 2033. Para a diretora-presidente da Corsan, Samanta Takimi, alcançar essa transformação exige mais do que obras e investimentos.

“Conhecemos a dimensão do desafio e estamos trabalhando para que a universalização seja alcançada até 2033. É uma transformação que acontece em cidades já estruturadas e, por isso, precisa ser construída coletivamente. Empresa, poder público e comunidades têm responsabilidades nesse processo. É com essa atuação conjunta que conseguiremos transformar a infraestrutura e deixar um legado para as próximas gerações”, afirma Samanta.

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