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Tradicional encenação da Paixão de Cristo no Morro da Cruz atrai multidão de pessoas em Porto Alegre

Procissão percorreu trajeto de 1,5 quilômetros no bairro Partenon

Procissão percorreu trajeto de 1,5 quilômetros no bairro Partenon
Procissão percorreu trajeto de 1,5 quilômetros no bairro Partenon Foto : Renê Almeida / Especial / CP

Na tarde desta sexta-feira, uma multidão de pessoas se reuniu em frente ao Santuário São José do Murialdo para acompanhar a 67ª edição da encenação da Paixão de Cristo do Morro da Cruz, na zona Leste de Porto Alegre. O tradicional evento começou por volta das 16h, sob sol forte e temperatura de 29°C.

Em frente ao palco montado na esquina das ruas Vidal de Negreiros e Primeiro de Março, no bairro Partenon, o público acompanhou a encenação da última semana de vida de Jesus Cristo, incluindo a Santa Ceia e o início do calvário, com o carregamento da cruz. A ressurreição foi encenada do alto do Morro da Cruz.

Segundo a organização, cerca de 120 pessoas, entre artistas profissionais e moradores da comunidade, participaram da apresentação. Alguns moradores, previamente inscritos, também ajudaram a carregar a cruz durante a subida do morro. No total, a procissão percorreu cerca de 1,5 quilômetro.

Procissão percorreu trajeto de 1,5 quilômetros no bairro Partenon | Foto: Renê Almeida / Especial / CP

Moradora do bairro, Tereza Amaral, 49 anos, acompanha a encenação todos os anos. “Venho agradecer pela saúde. Eu sempre acho bonita a apresentação aqui e lá em cima”, afirma.

O vereador Aldacir Oliboni interpretou Jesus Cristo pelo 45º ano consecutivo. Antes da encenação, ele lembrou que começou a participar aos 23 anos, quando ainda era seminarista. “Depois, saí do seminário, continuei trabalhando por aqui mesmo, mas nunca deixei a comunidade. E, como faço parte dela, acabei sendo escolhido para dar continuidade a esse trabalho ao longo de todo esse tempo. Mudou muito. Naquela época, fazíamos tudo de forma improvisada, em cima de um caminhão aberto, ali embaixo. Não havia essa estrutura teatral que existe hoje. Com o passar dos anos, o evento cresceu e se tornou parte do calendário oficial da cidade”, relembrou.

Oliboni também destacou a importância do evento para a comunidade do Morro da Cruz. “É uma mensagem de esperança em meio a uma realidade difícil, com guerras, conflitos e até dentro das próprias famílias, além do grande número de feminicídios. O que queremos é transmitir esperança, solidariedade e fé. Fortalecer a fé das pessoas. É muito bonito ver a comunidade reunida, cheia, participando. Isso mostra que as pessoas ainda acreditam”, afirmou.

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