Desde a instalação dos novos contêineres verdes para resíduos recicláveis na Capital, em 12 de março, três equipamentos já foram incendiados. O ataque mais recente ocorreu na madrugada de sábado, na avenida Ipiranga, imediações do número 321, bairro Praia de Belas.
Outra unidade foi vandalizada na rua Barão de Teffé, 351, no Menino Deus. No fim de semana passado, foi ateado fogo em um contêiner na rua Cícero Ahrends, em frente ao número 265, também no bairro Menino Deus.
“Mais dois contêineres de material reciclável foram incendiados nesta noite — já são três casos em menos de 10 dias. Esse vandalismo prejudica a cidade, desperdiça dinheiro público e atrapalha quem faz a destinação correta dos resíduos. Com esses novos ataques, o prejuízo para Porto Alegre já chega a R$ 60 mil. Determinei que a segurança municipal verifique as câmeras da região para identificar os responsáveis. Esses vândalos devem ser punidos com rigor. Não vamos tolerar que a irresponsabilidade de alguns cause danos à coletividade”, escreveu o prefeito Sebastião Melo em uma das suas redes sociais.
Os modelos, em PEAD, fazem parte da área teste da nova Coleta Seletiva por contêineres, que terá 450 equipamentos. Uma unidade custa R$ 12,8 mil. Com limpeza e outras despesas, cada substituição chega a aproximadamente R$ 20 mil, totalizando um prejuízo de R$ 60 mil até o momento.
O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) fez o registro policial dos danos. A prioridade é a manutenção dos equipamentos, para que a implantação do novo serviço de coleta não sofra atrasos.
Atos de vandalismo prejudicam a população e geram custos adicionais, incluindo o recolhimento de materiais e a limpeza do local. O DMLU está investindo mais de R$ 84,5 milhões neste contrato para melhorar a coleta de resíduos, mas o sucesso também depende da participação ativa da população. Denúncias podem ser feitas pelo 156.