Missioneira e filha do artista tradicionalista Pedro Ortaça, a psicóloga e professora universitária, Marianita Ortaça, carrega, neste ano, não apenas o legado familiar como também o patronato dos Festejos Farroupilhas 2026 sob o tema “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 Anos de cultura e tradição”.
Em uma apresentação realizada na noite desta terça-feira no CTG Estância da Azenha, a artista resgata as origens dos povos missioneiros e as contribuições dos povos originários para a tradição gaúcha. “Como psicóloga, eu faço um apanhado da história das missões, onde eu nasci, mas trazendo para a parte de autoconhecimento, do quanto precisamos conhecer nossas raízes a nossa história profundamente para abrir as portas da felicidade nas nossas vidas”, destaca Marianita.
Batizada em homenagem à avó, Maria, e Anita Garibaldi, Marianita considera que conhecer a origem das tradições é honrar a história e o território em que se vive. “O nosso Estado precisa saber de onde vem as nossas tradições. Se nós tomamos o mate todos os dias é porque antes da chegada dos Jesuítas, já estavam lá os povos indígenas que nos deram como herança tantos dos nossos costumes”, destaca a cantora.
A cerimônia foi iniciada com apresentação musical à capela destacando a evolução da mulher missioneira aos novos tempos sem perder os valores passados de geração em geração, mas se adaptando aos novos desafios de cada tempo. Em seguida, em uma homenagem ao pai, Pedro Ortaça, a cantora entoou uma de suas canções acompanhada do violão.
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Sobre a temática da edição, a patrona afirmou ser uma honra representar a Região das Missões neste ano, além de destacar o desejo de que a cultura dos sete povos seja difundida para as demais regiões do Estado. “As crianças é que vão levar adiante, mas precisamos dar algo palpável para que elas levem adiante. Precisamos, realmente, mostrar que vale a pena se apaixonar pela nossa cultura”, apela a artista que lançou o livro infantil “Sepé e Pedro contam: O Segredo das Missões”.
A publicação foi lançada em parceria com a Secretaria Estadual da Cultura. Nela, o herói Guarani, Sepé Tiaraju e Pedro Ortaça, artista e pai da autora, desvendam os segredos escondidos nas ruínas de São Miguel das Missões. O livro conta com coautoria do historiador Anderson Amaral, que também atua como presidente do Instituto Histórico e Geográfico da cidade de São Luiz Gonzaga.