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Vento provocado pelo ciclone extratropical aumenta nível do Guaíba, que chega à cota de atenção

Nível do corpo d’água registra 2,01 metros, mas aumento não deve prosseguir, aponta a MetSul Meteorologia

Ainda segundo com o instituto de meteorologia, não há onda de vazão de rios que possa, junto com o vento, elevar de forma significativa o nível
Ainda segundo com o instituto de meteorologia, não há onda de vazão de rios que possa, junto com o vento, elevar de forma significativa o nível Foto : Camila Cunha

O ingresso do vento do quadrante Sul, provocado pelo ciclone extratropical que atingiu o Rio Grande do Sul, levou a uma rápida elevação do Guaíba nas últimas horas, apontou a MetSul Meteorologia. Antes do vento, o corpo d'água estava apresentando baixa desde o pico de 2,50 metros, no final da última semana. De acordo com a última medição do instituto de meteorologia, feita às 11h, o nível registrava 2,01 metros, atingindo a cota de atenção.

A MetSul destaca que a elevação é temporária e não deve prosseguir. A atenção é recomendada somente em pontos próximos do Guaíba na região das Ilhas, que podem ter alagamentos menores. Ainda segundo com o instituto, não há onda de vazão de rios que possa, junto com o vento, elevar de forma significativa o nível.

Segundo o instituto, o vento Sul exerce papel decisivo na elevação do nível do Guaíba, considerando que atua no sentido contrário ao escoamento natural das águas em direção à Lagoa dos Patos. Quando sopra com intensidade e por muitas horas, o vento funciona como uma barreira, dificultando o escoamento da enorme quantidade de água que chega dos rios Jacuí, Taquari, Caí, Sinos e Gravataí, efeito conhecido como represamento pelo vento.

À medida que o escoamento fica mais lento, a água começa a se acumular na porção norte da Lagoa dos Patos e na região do Guaíba, elevando gradualmente o nível. Quanto mais forte e persistente for o vento Sul, maior tende a ser esse represamento, especialmente quando coincide com elevados volumes de água vindos das bacias hidrográficas.

Danos pelo temporal em Porto Alegre

Segundo a Defesa Civil municipal, os atendimentos em decorrência do temporal concentraram-se, principalmente, nas regiões Norte, Leste e Sul da cidade, com registros em bairros como Sarandi, Costa e Silva, Mário Quintana, Rubem Berta, Jardim Floresta, Vila Ipiranga, Partenon, São José, Restinga, Serraria, Belém Novo, Santa Tereza, Navegantes, Petrópolis, Mont'Serrat, Morro Santana, Lomba do Pinheiro, Nonoai, Bom Jesus, Cristo Redentor e Arquipélago. O Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec) segue acompanhando as condições meteorológicas e hidrológicas da Capital.

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