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Viasul vai receber R$ 125 milhões do BNDES por restabelecimento das rodovias afetadas pelas chuvas

Com extensão total de 473,4 km, malha operada pela concessionária teve 101 pontos de bloqueio

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento na modalidade direta de R$ 125 milhões à Concessionária das Rodovias Integradas do Sul S.A. (Viasul), cujos trechos rodoviários concedidos foram afetados pelas chuvas extremas no Rio Grande do Sul.

O apoio de capital de giro para suporte às necessidades de liquidez mais imediatas da empresa será feito por meio do Programa BNDES Emergencial para o Rio Grande do Sul. “Alinhado com o Ministério da Reconstrução do RS, o BNDES aprova mais uma operação que visa garantir a continuidade da prestação dos serviços e a trafegabilidade das rodovias gaúchas que sofreram danos nas enchentes de abril e maio desse ano”, destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

A Viasul opera trechos das BRs 101, 290, 386 e 448 no Rio Grande do Sul, que totalizam 473,4 km. Durante a calamidade climática, entre abril e maio, a malha da concessionária foi atingida em 101 pontos, com bloqueios parciais e totais. As rodovias sofreram danos na estrutura, como deslizamentos de terra, afundamento e inundações em longos trechos de pista.

Para restabelecer o tráfego, a prioridade foi intervir nas rodovias com ações emergenciais. A concessionária mobilizou serviços de limpeza, sinalização e desvios, além de orientar as equipes operacionais para garantir a segurança dos usuários.

O BNDES Emergencial para o Rio Grande do Sul apoia ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, além do enfrentamento de consequências socioeconômicas das chuvas extremas no Estado. O instrumento tem prazo de vigência até 31 de dezembro de 2025 ou até a utilização total dos R$ 15 bilhões em recursos.

Segundo Luciana Costa, diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, a Viasul é uma rota fundamental para a economia do Estado, tendo sido severamente impactada pela catástrofe climática. “Com o crédito emergencial, o BNDES propicia a liquidez do projeto, que incorreu em gastos extraordinários para manter a trafegabilidade das rodovias administradas".

O orçamento do programa está divido em três linhas com diferentes propósitos: capital de giro (crédito emergencial), aquisição de máquinas e equipamentos e investimento para reconstrução dos empreendimentos afetados. Ao atender as necessidades de liquidez mais imediatas, o capital de giro é fundamental para manutenção de empregos, pagamento dos salários, renovação de estoques e quitação dos compromissos com fornecedores.