Cidades

Água e atendimentos de saúde são ofertados gratuitamente no bairro Mathias Velho, em Canoas

Ação é realizada pelo Instituto Moinhos Social, pilar social do Hospital Moinhos de Vento, que segue empenhado em atender a população afetada pelas enchentes no Rio Grande do Sul

Foram distribuídos 27 mil litros de água potável para população atingida
Foram distribuídos 27 mil litros de água potável para população atingida Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

Moradores do bairro Mathias Velho, em Canoas, puderam usufruir de uma série de atendimentos de saúde oferecidos pela equipe do Instituto Moinhos Social, pilar social do Hospital Moinhos de Vento, que segue empenhado em atender a população afetada pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Além da aferição de pressão e sinais vitais, realização de curativos, as famílias também puderam avaliar doenças prévias, como diabetes e hipertensão, além de voltar para casa com receituários (perdidos na enchente) e medicamentos. No local, montado de forma improvisada na esquina da Rua Rio Grande do Sul, a equipe ainda fazia a distribuição de 27 mil litros de água potável, item indispensável à comunidade que está retornando para suas casas e que gerou filas para a retirada de garrafas e fardos.

A supervisora do Instituto Moinhos Social, Monique Pimentel, disse que a comunidade do Mathias Velho foi escolhida neste momento por entender que é um dos locais mais afetados pela inundação. “Ao iniciar os atendimentos de saúde sentimos a necessidade de disponibilizar serviços de psiquiatria e psicologia. Então abrimos atendimento por telemedicina, através da nossa plataforma, para que as pessoas possam ter este acompanhamento de forma gratuita. Além disso, também estamos atentos as suspeitas de casos de leptospirose, em razão do contato com a água, e ferimentos, pois as pessoas estão voltando para casa e ao realizar a limpeza, muitos acabam se machucando. Então, disponibilizamos este suporte também”, disse a supervisora, garantindo que a intenção é ampliar os serviços para outros bairros e municípios bastante afetados pelas cheias.

Mariana dos Santos, que esteve no local, voltou para casa com um fardo de água potável. “É muito triste o que estamos vivendo. Ontem foi o primeiro dia que estive em casa depois de toda essa tragédia. Não sobrou nada. Não temos nem o que comer e meu marido foi demitido esta semana porque a empresa fechou. Por isso, toda ajuda é bem-vindo agora.” Desde os primeiros dias da enchente, um grupo de 440 profissionais do Hospital Moinhos de Vento tem se dedicado no atendimento às vítimas. Médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem estão atuando em diversos abrigos da Capital e de Canoas, na região Metropolitana. Já foram 64 locais visitados e mais de 1,2 mil atendimentos em saúde. O atendimento por telemedicina, que foi oferecido de forma gratuita à população, já realizou em torno de 700 consultas e ultrapassou 1 mil cadastros. A ação ocorre em parceria com a Corelog Logística.