Os desafios presentes e futuros do setor do atacado no Rio Grande do Sul foram debatidos nesta quinta-feira, no 1º Fórum Atacadista RS, promovido pelo Sindicato do Comércio Atacadista do Estado do RS (Sindiatacadistas-RS), entidade patronal do setor, na sede da Fecomércio-RS, em Porto Alegre, e que congrega por volta de 18,5 mil empresas no Rio Grande do Sul.
Centenas de empresários e demais profissionais ligados ao setor debateram assuntos afins ao segmento, como eficiência logística, mercado digital e inteligência artificial. “Há muito tempo acreditamos que o sindicato vem assumindo uma função de protagonista junto aos seus associados e ao setor. Este fórum é para realmente mostrar para a sociedade a importância do segmento dos atacados, que é quem faz o equilíbrio entre a indústria e o varejo”, disse o vice-presidente do Sindiatacadistas-RS e criador do evento, Luiz Henrique Hartmann.
“Também queremos enaltecer o trabalho do setor, no sentido de valorizar o que é feito”. Atacados, e mais recentemente os atacarejos, vêm conquistando o mercado do Rio Grande do Sul, destacou ainda o vice-presidente, salientando que investimentos têm sido feitos não somente pelas grandes redes supermercadistas, seja gaúchas ou de fora do Estado, mas também por pequenos comércios, que veem no segmento a chance de capilarizar suas funções, embora eles sejam vistos como “ameaças” aos atacados.
“Mas não somente eles são assim. Existem hoje os canais de distribuição e plataformas também presentes, que comercializam diretamente para o consumidor final, tirando fora da equação o varejista e o atacadista”, comentou ele. Inclusive a inteligência artificial foi discutida em um painel superior a uma hora de duração. Entre os assuntos, também esteve a reforma tributária, reunindo nomes de referência nacional, como o tributarista Rafael Pandolfo, o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel e a advogada Tatiane Correa.
Para Pandolfo, o novo modelo tributário exige atenção redobrada das empresas. “Só na primeira das leis complementares, são mais de 500 novos artigos. É uma mudança estrutural, que demanda planejamento estratégico e gestão cuidadosa”, destacou. Segundo ele, a adaptação às novas regras do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) será determinante para mitigar riscos e manter a competitividade do atacado no novo cenário.