Economia

Acordo Mercosul e União Europeia é saída para instabilidade mundial

Após anos de negociações, cooperação estratégica entre os blocos econômicos entra em vigor de forma provisória no próximo dia 1° de maio

Lula (E) com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz
Lula (E) com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz Foto : Lisi Niesner / POOL / AFP / CP

O acordo Mercosul e União Europeia foi apontado como o caminho para fazer frente às instabilidades mundiais. A afirmação esteve presente no discurso do presidente Lula e foi reforçada pelo chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, na noite deste domingo, durante a abertura oficial da feira de Hannover. Neste ano, o Brasil é o País parceiro.

O acordo, que após anos de negociações entra em vigor de forma provisória no próximo dia 1° de maio, é considerado uma estratégia de enfrentamento. Segundo os líderes, trata-se da união de cooperação e colaboração. Em sua manifestação, Lula enfatizou o impacto que o acordo deve gerar, por envolver mais de 720 milhões de pessoas de 32 países.

Já o chanceler usou a palavra “finalmente” para a celebração. “Esse acordo tem uma relevância muito grande para a Europa. Muitos como nós preferem o livre comércio e parcerias globais. O acordo vai fortalecer todas as economia e vai torná-las mais resilientes e independentes”, apontou.

Transição energética e trabalhador em destaque

O discurso de Lula durou cerca de 23 minutos e repassou diversos assuntos, como o compromisso de zerar o desmatamento da Amazônia até 2030 e o fortalecimento da transição energética. Em campanha para a reeleição, destacou os trabalhadores em dois momentos. No primeiro, defendeu o fim da escala 6x1, ao ressaltar que o trabalhador precisa de descanso e que isso ajuda a economia. Depois, disse que o ser humano é indispensável ao abordar a IA.

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Como o Brasil é o País homenageado, foram feitas duas apresentações. Na primeira, a ênfase foi aos projetos do governo na área de inovação e transição energética. O segundo foi a apresentação de uma série de imagens do fotógrafo Sebastião Salgado, morto no ano passado, ao som de Villa Lobos, que retrataram a Amazônia e os indígenas.

Críticas a Trump

“Não podemos permitir que o mundo fique à mercê do comportamento de um presidente que acha que pode taxar produtos, pode punir países e pode fazer guerra”, afirmou o presidente Lula (PT), na noite deste domingo, ao criticar o líder norte-americano Donald Trump, mesmo sem citá-lo nominalmente.

A fala esteve na conclusão do discurso do brasileiro na cerimônia de abertura oficial da Hannover Messe, na Alemanha. Ao pedir paz, disse que o mundo gasta trilhões com guerras ao invés de acabar com a fome, por exemplo.

Segundo ele, a paz interessa a todos, especialmente àqueles que pensam em desenvolvimento e crescimento tecnológico. Ao encerrar, o presidente brasileiro recebeu uma longa salva de palmas da plateia enquanto deixava o palco.

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