O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira, 17, que a abertura do processo de reciprocidade em resposta ao tarifaço norte-americano sobre produtos brasileiros não representa uma retaliação ao governo dos Estados Unidos. "Não é retaliação, não há interesse em retaliar ninguém. Olho por olho, o máximo que pode acontecer é todo mundo ficar cego", declarou Alckmin durante a conferência anual do Santander.
Ele salientou que o governo brasileiro não abandonou as negociações com os Estados Unidos e demonstrou confiança num acordo entre os países para a eliminação das sobretaxas comerciais. Pediu, porém, paciência, já que as negociações não devem ter um desfecho rápido.
- Chuva de granizo causa danos em 16 residências de Taquaruçu do Sul e afeta e a rotina de 70 pessoas
- Reciprocidade não é retaliação, é tentativa de equilibrar relação comercial, diz ministro
"O Brasil não sai da mesa de negociação. Então, vamos ter um pouquinho de paciência que as coisas vão andar e andar bem", disse o vice-presidente. "Eu acredito que vai ter acordo do Brasil com os Estados Unidos", acrescentou. Para Alckmin, o Brasil não tem que entrar em briga dos Estados Unidos com a China, buscando manter boas relações com os dois países.
A China, lembrou, é o principal destino das exportações brasileiras, enquanto os EUA são a origem dos maiores investimentos internacionais no Brasil. "Ser amigo dos dois é o bom caminho", pontuou o vice-presidente da República.