Economia

Amcham defende "equilíbrio e moderação" ao governo brasileiro no processo de reciprocidade aos EUA

Entidade empresarial pede avaliação criteriosa dos impactos na relação comercial com os EUA

Entidade empresarial pede avaliação criteriosa dos impactos na relação comercial com os EUA
Entidade empresarial pede avaliação criteriosa dos impactos na relação comercial com os EUA Foto : Divulgação / Porto de Santos

A Amcham Brasil diz que acompanha "com atenção" a decisão do governo brasileiro de iniciar o processo para a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos. Com a nova dinâmica, a entidade reforça a visão de que a intensificação do diálogo e das negociações entre os dois países segue como o caminho prioritário a ser adotado.

A preferência pela persistência das negociações reflete a visão predominante do setor empresarial consultado pela Amcham. Em levantamento recente da entidade, 90,5% das empresas defenderam a intensificação do diálogo diplomático e comercial com os EUA, enquanto apenas 3,2% apontaram a adoção de medidas de reciprocidade como estratégia a ser executada.

O objetivo, com a persistência das negociações, permanece o mesmo: reduzir as sobretaxas sobre produtos brasileiro, evitar novas restrições e construir um acordo que preserve e amplie o comércio e os investimentos bilaterais, de acordo com a Amcham Brasil.

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A entidade lembra que a abertura do processo de reciprocidade não representa, por ora, a adoção de contramedidas pelo Brasil, uma vez que há a previsão de consultas diplomáticas com o governo dos EUA, análise de enquadramento e consulta pública. "Nesse contexto, a Amcham considera fundamental que esse procedimento seja conduzido com equilíbrio, moderação e avaliação criteriosa de seus potenciais impactos, assegurando ampla participação do setor empresarial", afirma.

A Amcham ainda avalia que a adoção de eventuais contramedidas deve ser evitada, diante de um eventual aumento de custos, pressão sobre as cadeias produtivas e investimentos e piora na relação como um todo com os Estados Unidos, "reduzindo o espaço para o diálogo e tornando mais difícil alcançar uma solução negociada". Vale lembrar que reciprocidade não é retaliação, é tentativa de equilibrar relação comercial. O vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin, também reforça que reciprocidade não é retaliação nem "olho por olho".

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