Economia

Amcham: EUA recomendam tarifa ao Brasil, mas diálogo avança

Amcham Brasil busca soluções negociadas para evitar medidas tarifárias onerosas

Amcham considera que a adoção da tarifa resultaria em aumento de custos
Amcham considera que a adoção da tarifa resultaria em aumento de custos Foto : Jonne Roriz / Agência Estado / CP Memória

O relatório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que recomenda, em caráter preliminar, tarifa de 25% a produtos importados do Brasil, também reconhece que houve avanço no diálogo entre os países e sinaliza interesse na continuidade das negociações até a decisão final prevista para 15 de julho, segundo a Amcham Brasil.

"Trata-se de uma janela concreta para a busca de soluções que possam evitar ou revisar as medidas tarifárias propostas", disse a Amcham em nota. "O setor empresarial espera que os dois governos intensifiquem seus esforços nas próximas semanas e alcancem uma solução que enderece as questões em discussão, preservando as condições necessárias para a evolução do comércio e dos investimentos nos dois países", afirmou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Origens e implicações da tarifa

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A Amcham considera que a adoção da tarifa resultaria em aumento de custos, redução da competitividade e na criação de obstáculos ao comércio e aos investimentos bilaterais. A tarifa preliminar anunciada pelos Estados Unidos é resultado de uma investigação respaldada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e tratou de práticas brasileiras relacionadas a comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas "injustas e preferenciais", medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

O USTR informou ter colhido o depoimento de 30 testemunhas e recebido mais de 295 comentários e réplicas durante a investigação. O órgão detalhou, em comunicado, quais práticas foram consideradas irregulares.

A Amcham ressalta que há outra investigação comercial dos EUA em andamento, sob a mesma Seção 301, que pode resultar em tarifas ao Brasil. Esse outro caso está relacionado a importações de produtos elaborados com trabalho forçado. "Nesse contexto, torna-se ainda mais relevante buscar uma solução negociada na investigação 301 envolvendo o Brasil, de forma a evitar um tratamento tarifário mais oneroso para as exportações brasileiras no mercado norte-americano em relação a seus concorrentes de outros países", diz a Amcham.

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