Quem deixou as compras de Páscoa para a última hora ainda encontrou opções, mas sem a correria de outros anos. No início da tarde de sábado, o movimento era de fluxo constante no Centro Histórico de Porto Alegre, porém sem grandes aglomerações. Entre sacolas com chocolates, embalagens e itens para montar presentes, o que se via era um consumidor mais planejado, enquanto outros buscavam o que ainda restava nas prateleiras.
No Mercado Público, lojas de doces e chocolates registravam boa procura. “O movimento está bom, mas não ótimo como em anos anteriores. O pessoal está comprando as barras pra derreter e também o ovo de chocolate pronto, assim como balas, pirulitos, doces em geral, além das embalagens”, relata a vendedora Marizete Vieira da Silva.
Segundo ela, o movimento no sábado foi menor do que nos dias anteriores. “O pessoal se antecipou bastante. Hoje só aparecem, praticamente, os que deixaram para a última hora, como sempre”, completa.
Entre os produtos mais procurados estão itens para montagem de presentes. Forminhas e barras de chocolate para que os ovos sejam feitos em família estão entre estes produtos. Conforme Marizete, também há consumidores que preferem fazer os ovos em casa para presentear as crianças e garantir uma economia.
Enquanto isso, os açougues dentro do próprio Mercado Público registravam filas, impulsionados pela busca por carnes para o churrasco do domingo. A movimentação também se refletia nos supermercados, onde o fluxo era moderado. Promoções de barras e produtos menores atraíam consumidores, sem deixar de lado os tradicionais ovos.
Na rua dos Andradas, o comércio informal ocupava as calçadas com a venda de cestas e produtos prontos. Em lojas especializadas, o cenário foi de forte procura nos dias anteriores e queda no ritmo neste sábado. “O movimento foi ótimo. Foi cerca de 50% maior do que o esperado”, afirma a gerente Fátima Venturini.
Segundo ela, neste ano houve mudança no perfil de compra. “Além dos chocolates, tivemos muita procura por brinquedos que acompanham os ovos. Vendemos muitas novidades, como fones e bolsinhas”, explica.
Com a alta demanda antecipada, os estoques também sentiram impacto percebido nas prateleiras. “Hoje o número de opções já está bem reduzido. Temos lojas com prateleiras quase vazias. Neste ano as pessoas se anteciparam bastante e, quem deixou para depois, acaba pegando o que ainda tem”, conclui.
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