O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou nesta quinta-feira, que o envio ao Congresso da Medida Provisória (MP) que estabelece as bases do Imposto Seletivo (IS) será feito após o segundo turno das eleições. "Vou ter reunião com os setores que vão ser impactados pelo imposto seletivo. A gente concluiu o acordo essa semana, na semana que vem vai ter uma reunião com o compromisso do governo, do presidente Lula, de encaminhar o acordo feito com os setores depois da reunião que vai haver semana que vem", explicou Durigan a jornalistas. O ministro recebeu nesta quinta-feira, na sede da pasta, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta da reforma na Câmara. Segundo o titular da Fazenda, o envio da MP será após as eleições, "de maneira a preservar o acordo com os setores".
Também conhecido como "imposto do pecado", o tributo federal é destinado a desestimular o consumo de bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Ele deverá atingir segmentos como o de tabaco, bebidas alcoólicas, automóveis, refrigerantes e similares, entre outros. A lista final ainda não foi publicada. Segundo a equipe econômica, o IS manterá a carga atual do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
- Durigan defende imposto seletivo da reforma tributária em 2027
- Durigan defende compromisso fiscal do governo: "Lula não gastou além da conta"
- "Mais de 10 mil sites de bets serão derrubados em questão de horas pela Anatel", garante Durigan
Como vem sendo mostrado pela Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o setor empresarial cobra o envio da MP, sob o argumento de que precisa dessa segurança jurídica para se planejar. O governo já perdeu o prazo do dia 2 de outubro, necessário para cumprir a noventena (intervalo de 90 dias entre a fixação da alíquota e a cobrança). Assim, em 1º de janeiro de 2027, não haverá incidência do Seletivo nem do IPI sobre tais produtos.